<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874</id><updated>2012-02-16T19:48:36.035-08:00</updated><title type='text'>Petrópolis no Século XX</title><subtitle type='html'>Ensaios e artigos do autor 
sobre os acontecimentos 
registrados na sociedade 
petropolitana durante o 
século xx e publicado 
nos jornais e revistas 
petropolitanas</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874.post-6121953007011256771</id><published>2011-01-22T15:26:00.000-08:00</published><updated>2011-01-22T15:44:48.477-08:00</updated><title type='text'>CARNAVAL EM PETRÓPOLIS NO SÉCULO XIX</title><content type='html'>•    CONTRIBUÍÇÃO À HISTÓRIA SOCIAL PETROPOLITANA:&lt;br /&gt;SUBSIDIOS PARA UMA HISTÓRIA DO CARNAVAL EM PETRÓPOLIS NO SÉCULO XIX (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E o povo? Esse, também, se divertia.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Logo às primeiras horas da manhã, os escravos iniciavam, barulhentamente, o entrudo, pelas senzalas e pelos logradouros da cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Rio de Janeiro acordava em alvoroço, ouvindo os ambulantes que já apregoavam as mercadorias da ocasião:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Porvio! Limão de chêro, de toda cô. Bom chêro. Bom chêro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um pacote de polvilho custava, no começo da passada centúria, cinco réis e uma dúzia de limões d’água, cheirando a canela, dois tostões. O limão vinha no tabuleiro da preta e o pacote de pó de goma no cesto ou no samburá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Porvio! Limão de chêro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As crianças saltavam da cama, gritando: Entrudo! Entrudo! Entrudo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E iam provocar a vizinhança, bombardeando as urupemas e grades de pau com bolas de cera cheias de água, que lhes davam as famílias, atrás das rótulas, a cocar a cabeça do primeiro que surgisse para responder ao desafio. Dentro em pouco generalizava-se o combate. A labareda de alegria pegava fogo em todo o Rio de Janeiro. E os limões de cheiro a cruzar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entrudo! Entrudo! Entrudo!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(in, EDMUNDO, Luiz,  Recordações do Rio antigo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O texto acima que bem caracteriza o “carnaval” carioca, popular,  genuinamente brasileiro em pleno século XIX, de nada teria a ver com o carnaval que se desenvolveu em Petrópolis a partir dos registros impressos da década de 50 do mesmo século. Embora o carnaval petropolitano nada de novo possuiu-se para se acrescentar à história desta festividade folclórica de herança portuguesa tão presente em nossa sociedade. Todos os elementos que no município encontramos foram transferidos da Corte e das demais regiões e adaptados ao cenário local, principalmente a partir da presença dos “veranistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A “Petrópolis colônia”, possuía em sua constituição demográfica uma grande massa de colonos alemães, vindos de províncias “esquecidas” da Alemanha, campesinos em sua maioria, ignorantes, e cujo germe de festividade não passava de seu próprio folclore e costumes, comemorações camponesas as épocas de plantio e colheita, tão comuns herdadas do cotidiano feudal europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Por outro lado o contexto dominante entre os colonos era de  protestantes, com um perfil tão alto que desestimularia toda e qualquer outra forma de diversão que a própria moralidade religiosa condenasse por princípios. E os alemães e seus descendentes por sua formação aceitavam sem contestação tendo por base seu limitado universo cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Outro fato que poderia ser constatado era o de que os prazos coloniais ficavam distantes do centro, isto é, das terras de reserva imperial onde se situava  o sitio do município. Só com o passar das décadas e a falência da colônia agrícola é que por sobrevivência os mesmos tornam com maior freqüência ao centro da cidade para a prestação de serviços diversos como os domésticos e outros, aos hotéis, legações, casarões e a Corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Emilio Willems (2) , em seu trabalho sobre cultura alemã no Brasil, acrescenta não haver encontrado até a data do término de sua obra, em suas pesquisas, quaisquer indícios sobre se ocorreram influências alemães no carnaval carioca, e, caso tenham ocorrido, foram imperceptíveis. O único dado ressaltado por Willems, foi o de que já na primeira metade do século passado, haver constituído entre os alemães na cidade do Rio de Janeiro uma sociedade que, procurou transferir a “tradição carnavalesca” alemã, se assim puder ser considerada, mas de seus resultados nada foi divulgado, ou observado sociologicamente ou historicamente pudesse ser considerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Petrópolis possuía equilibradamente, por deliberações políticas quando da organização política da Colônia, uma divisão nos componentes da população nacionais e coloniais, o que determina que, a principio, ocorra um afastamento cultural entre ambas, pelo anacronismo de seus costumes e idiomas. Notamos pelo decorrer de nossas pesquisas que também, o pequeno número de escravos que perfazia a população petropolitana de então, não era um número suficiente para poder deixar patente seus costumes, restando-nos somente os nacionais, aos quais se deve a entrada, ora popularmente com o “entrudo”, ora aristocraticamente com os carnavais de máscara e salão, o privilégio de transplantarem tal modelo de festividade tão presentes na Corte e nas demais capitais de províncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mais tarde, talvez, os demais tenham produzido efeitos introdutórios nos hábitos de festividade, com o advento das sociedades e grêmios fundados em nossa comunidade assim como outras nacionalidades que adicionaram ao carnaval brasileiro alguns de seus elementos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em nossa volta às origens do carnaval petropolitano, fundamentamos nossos registros em 1858, com os informes da imprensa local, onde em edições de fevereiro, como ocorreu o mesmo em nosso município (3) . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ocorreram bailes mascarados (4)  concorridos nos três dias de festa no Hotel Bragança, e na terça-feira, dia “em que não choveu”, muitos máscaras passearam à cavalo e de carro pelas principais ruas da cidade, acompanhados ao largo pelo povo. Nos bailes muito se dançou “e apareceram alguns máscaras curiosos e outros provocadores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A primeira critica política também aqui foi encenada. No domingo, “dois máscaras andaram medindo a distância nas ruas para a colocação dos lampiões”, em uma nítida alusão à falta de iluminação na cidade. A municipalidade já nem mesmo completara um ano de vida, e os problemas que à esta época tornavam-se comuns, não deixavam de estar presentes em nossa cidade.  E uma critica social presente na ousadia feminina de uma veranista, na terça-feira, não se podia deixar de notar “uma senhora com uma saia balão desconforme que provocara risos e atenções de todos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O mesmo jornal também nos oferece a informação de que os festejos desta época foram uma iniciativa do sr. Augusto da Rocha, comerciante vindo da Corte e estabelecido no município. Que talvez tenha patrocinado alguns máscaras de ruas ou baile nos salões do Hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em uma crônica da época, assinada pelo pseudônimo de Hudibras, nos fornece uma análise do requinte aristocrático, elitista e preconceituoso do carnaval local. Em suas passagens podemos notar que no Hotel Bragança e nos passeios das ruas, era a elite que predominava. E quando ele assinala que seu criado estava com uma “alemasita gelada” ao braço, observa-se ainda o preconceito contra os colonos por parte da sociedade nacional, principalmente a aristocrática veranista. Narra o cronista ainda sobre o consumo da cachaça e do champanhe, além de frisar que lá se vão os antigos tempos da seringa de limões de cera, em uma alusão de que o “entrudo” já houvera ocorrido em Petrópolis, e entrara em uma fase de recesso ou mesmo opressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Já nos registros do mesmo jornal em 1859, encontramos “não foi assim um carnaval tão emocionante e competitivo”, relata, “pois é o ano das eleições, e esta, sim, é o maior carnaval”, os jornais do período em Petrópolis sofriam uma “certa” condição de repressão, não somente pela presença da Corte em seu longo veraneio, como por sobrevivência ao público que se destinava na Colônia. Por tal, criticas como a analogia presente acima, eram raras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    De 1860 a 1874, ficamos sem qualquer relato histórico pois não possuímos qualquer documento impresso comprobatório nos arquivos. É o tão “decretado” fim de 14 anos de nossa história, que jamais poderão ser reabilitados pelas páginas da imprensa. Ressalva se faça a uma fotografia de um grupo carnavalesco, pertencente ao Arquivo do Museu Imperial, e datada de 1868, onde um carro alegórico denominado de “encouraçado” e que havia sido construído por Antonio Brandão, famoso cocheiro de diligências no município, era a sensação da época visto pelo inúmero grupo de populares presentes nas proximidades do mesmo. Talvez neste período possam ser estabelecidas até informações sobre o aparecimento do “Zé Pereira” em Petrópolis, já que este surge em 1846, em um acontecimento que segundo muitos estudiosos revoluciona o carnaval carioca. Zé Pereira, o tocador de bumbo, que para alguns era o nome ou apelido dado ao cidadão português Jose Nogueira de Azevedo (5) .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nossas pesquisas prosseguem pelo jornal O MERCANTIL, em 1875, que inicia seus relatos afirmando haver sido o carnaval deste ano “chuvoso e fracamente concorrido, não possuindo a mesma animação dos anos anteriores”. Afirma haver sido diminuto o número de máscaras, e, assim mesmo, desprovidas de qualquer espírito. Quanto aos bailes de carnaval, ou de salão como se afirmava, como os do Teatro Bragança (6) , foram muito fracos, sem maiores descrições quanto ao mesmo. Assinalando também que somente cinco carros com máscaras haviam aparecido pelas ruas. É aqui onde o jornal oferece um dado importantíssimo, uma referência à crise econômica da nação que acometia a população na época, o que para o editor está comprovado pelo pequeno número de veículos a desfilar, porém adicionaremos um dado também importantíssimo a constância das chuvas no verão petropolitano, que tornavam vez por outra intransitáveis às ruas do centro, transformando-as em “rios de barro”.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    O mesmo jornal inicia suas edições de 1876, lamentando não haver tido grande influência as festividades dos anos anteriores, e que o fracasso se repete. Uma ressalva se faz ao domingo e a terça-feira onde os artistas da Cia. Casali, uma companhia circense (7) , haverem percorrido as ruas “ricamente fantasiados, ao som de música italiano”, sendo que na terça-feira voltam a desfilar em carros e promovem à noite um “baile mascarado” no circo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Muito povo nas ruas e poucas máscaras, os divertimentos vão caindo em desuso”, é o comentário presente no mesmo jornal, porém releve-se que máscaras e fantasia pelos seus preços não estavam à altura do poder aquisitivo da população, sendo objeto ao alcance dos veranistas. Outra observação a ser produzida, é o de que quando D. Pedro e sua família viajava ou não subia a serra, o movimento da cidade tornava-se muito fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Já em 1879, segundo o jornal(8) , o carnaval volta à sua habitual alegria. O  “entrudo” se faz presente relembrando os tempos antigos, e muitos mascarados desfilam. Nos salões de do Hotel de Bragança e Rougemont, os bailes são concorridos e nas ruas aparece “um navio” – carro alegórico de espírito critico, em alusão aos banhos de água do “entrudo” – que não percorre todas as ruas por causa da chuva, isto ocorreu na terça-feira à tarde. Ainda a mesma edição. Aproveita para acrescentar que os festejos transcorrem na maior “moralidade”, só ocorrendo  “um pequeno incidente”, alguns máscaras do alto de um carro jogaram pedras em alguns senhores, o que provocou um “bate-boca” sem maiores conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos também observar nesta edição, um anúncio comercial, o primeiro caracteristicamente carnavalesco, o de uma costureira da Corte, que geralmente estabeleciam-se no centro do Rio de Janeiro, Mme. L. Niobey, que se oferece para confeccionar fantasias, e fornece como endereço curiosamente o número de um tradicional hotel, onde talvez estivesse hospedada. Este fato demonstra a realidade do carnaval da época ainda em pleno veraneio. Um carnaval para poucos dentro do que a imprensa caracterizava à época os folguedos, excessivamente caros, presente aos bailes dos Hotéis e aos desfiles dos carros de ruas. Preconceituosamente o “entrudo” era observado como o carnaval do “populacho” e por tal criticado por longo tempo pelas suas extravagâncias e excrescências, até que poucos da elite também venham a  aderir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A data de 1880, torna-se marcante. Petrópolis encontra-se lotada com a epidemia de febre amarela que acomete o Rio de Janeiro, e proporcionando como alternativa a fuga, o que acaba tornando o carnaval petropolitano na visão dos jornais locais, competitivo, principalmente nos aristocráticos salões como o do Rougemont.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Um cronista da época que se autodenominava “Dominó cinzento”, em uma alusão a mesma fantasia na quarta-feira-de-cinzas, e possivelmente uma pessoa com grande acesso a Corte, para gozar de intimidades, tecia longas “fofocas” a respeito das ditas personalidades que por aqui se encontravam a “brincar”, “O Braz Mimoso com dna. Del Lago, o P. Com a G. para desgosto da I, que vingava-se requebrando nos braços do pateta C...”, cita também que grande número de políticos do Rio, aqui se achavam presentes nos salões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Porém duas referências em sua crônica nos chamam a atenção. A primeira é ainda o forte sentimento preconceituoso ao descendente alemão, e o segundo à cidade, “... que me cobrirão de apupos ao verem que eu deixava a Corte para vir brincar na roça...”. Como bem observado “uma roça” que se prestava a refúgio dos que fugiam da “peste-amarela”. Outra informação importante que se segue relacionada pelo cronista são os denominados atos de “moralidade” de então, era a de um “gracioso da Corte” que, irritado com os perfumes e bisnagas, apedrejava os mascarados, tanto senhoras, cavalheiros e crianças que passavam de carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Porém marcante mesmo foi a passagem de “um carro-bomba..., a maior pilhéria do ano”, e o das decorações dos salões, que neste período eram pomposas e requintadas para os bailes carnavalescos. Segundo observamos a necessidade do mesmo carro existia porquanto ocorriam reclamações quanto a constante poeira nas ruas centrais, e por outro lado os incêndios que ocorriam nas velhas casas construídas de madeiras que se faziam presentes desde a época colonial e vez por outra uma pegava fogo, não havendo serviço de “bombeiros” na cidade. Quando de grandes incêndios como os que ocorreram na primeira década do século XX, a ajuda do serviço de bombeiros das fábricas era de grande préstimo ao serviço público municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Como podemos observar até aqui, o carnaval petropolitano se fazia mais presente pela presença da elite da Corte na cidade. Com o desfile dos mascarados em sua maioria oriundo de famílias que se destacavam, econômica ou politicamente na Corte, que desfilavam suas brincadeiras ante uma população nativa completamente extasiada, já que o “entrudo” sofria forte repressão, e era um costume popular mais presente na sociedade carioca. Petrópolis por sua formação caracteristicamente alemã à época, observava a presença dos foliões veranistas, que se enclausuravam nos bailes promovidos nos ricos palacetes e hotéis, além dos desfiles de carros que evoluem para a “batalha de flores” e finalmente para o “corso”, ricamente ornamentados com grupos familiares aristocráticos lançando seus limões de cheiro, e flores sobre a população que maravilhada os apreciava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Como vemos, não notamos até então qualquer indicação de que o carnaval toma em qualquer época, em Petrópolis a conotação de uma festa popular, apesar dos anúncios dos bailes nos salões serem observados nos programas como “populares”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Como pode ser observado nos primórdios da cidade o “entrudo” se fez presente, mas a elitização da festa e a forma opressiva como o “entrudo” era condenado (9) , quase fez com que desaparecessem em nome de uma “festa de moralidade” como seria a dos “máscaras”, salão e batalhas de carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTRUDO: UM RETORNO QUE ASSINALA O FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O ano de 1881, em Petrópolis pode ser considerado o marco do retorno às tradições, como o reaparecimento do “entrudo” e a presença do povo nas comemorações carnavalescas. Porém sem que as demais características elitistas até então presentes fenecessem. E o revigoramento, até passageiro neste período do “entrudo”, fornece uma nova possibilidade de análise sobre a participação popular nas festividades locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcreveremos textos de noticias e crônicas do jornal O MERCANTIL, para melhor ilustrar o exposto acompanhado por alguns comentários e análises.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Como o jornal se apresentava publicado duas vezes por semanas, coincidentemente suas edições geralmente surgiam após os folguedos. “...que o carnaval em Petrópolis este ano esteve desanimado e quase passou desapercebido...”, o comentário nos remete a uma reflexão ante as demais descrições. Desapercebido por parte de quem? Da elite veranista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “No primeiro dia à tarde, percorreram as principais ruas da cidade os grupos musicais das sociedades, Filarmônica e da Carlos Gomes e poucos máscaras avulsos, em sua maior parte crianças...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Quanto aos bailes noturnos nos salões Floresta e Bragança foram muito concorridos...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “A ordem pública manteve-se na altura da índole pacifica de nossa população, pois não houve de registrar nenhum só ato de desordem ou desacato aos foliões...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “No mais, noticia-se que o Club dos Terríveis saíram de sua caverna para os bailes, protestando contra o entrudo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Em compensação tivemos um entrudo furioso, porém que não divertiu o povo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A imprensa como já dito anteriormente representava a minoria da sociedade local, e tornava-se porta-voz da mesma em sua luta contra o costume do “entrudo”. Quando o redator assinala que os bailes noturnos foram muito concorridos, foi pelo fato de não estarem presentes elementos da população, e os bailes distarem dos folguedos de rua, um ambiente que apesar de sempre anunciar que era popular, restringia a presença da população. Era onde a aristocracia veranista se sentia à salvo do “entrudo”, e porque o mesmo à noite não acontecia, já que a ordem pública das ruas se fazia mais opressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Apresenta duas novidades, um grupo de foliões caracterizados dentro dos salões protestando contra o “entrudo” e crianças divertindo-se com máscaras e grupos musicais nas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    De um curioso “folhetim” publicado no O MERCANTIL, podemos destacar algumas informações relevantes assim como uma  parodia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Além das noventa e oito fábricas que trabalharam dia e noite na manufatura de limões-de-cheiro, foram importados da Corte para esta cidade 225 mil dúzias de balões de borracha, contendo cada um litro e meio de água, os quais contribuíram em grande parte para aumentar o volume das águas do canal, como se não fosse suficiente a chuva que há quinze dias, nos tem molhado a paciência...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Apesar do exagero, do cronista, podemos observar que se comercializara um grande número de bisnagas, o que mais uma vez comprova que o “entrudo” se revitalizara por intermédio dos populares. E continua a pilheria além de denunciar o fracasso no comércio das tradicionais máscaras. Por outro lado o texto do folhetim, ainda indica os comerciantes locais, descendentes de alemães ou industriais que se aproveitaram para fabricar as bisnagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dizem mais, que os srs. Kallembach, Boller, Peifer e Guilherme fizeram um convênio e transformaram em seringas todas as folhas que tinham em seus estabelecimentos, porém não achando os entusiastas do entrudo que esta medida aquática era o suficiente para produzir um dilúvio artificial, pediram por empréstimo a bomba municipal contra incêndios e revertido em arma de combate”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As máscaras apodrecem nas prateleiras das lojas, os costumes de fantasia aí estão dependurados às portas dos armarinhos, coberto de pó e traça... mr. Chiezzi, laborioso artista levou semana e semanas... trabalhando para surtir a sua loja com todos os artigos preciosos para o carnaval.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pobre artista! Não se lembrou do entrudo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Devemos ainda considerar o que já foi mencionado da carestia das fantasias ou máscaras, em comparação com os “limões-de-cheiro”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O “entrudo” era não somente uma festa “barata”, como ao alcance do “populacho”. Não respeitava sexos, idades ou posições, e além disto não havia legislação vigente que o proibisse, não possuindo a cidade nem um código de posturas que previsse os efeitos. Tanto semelhante era uma verdade para a época que até a bomba municipal chegou em verdade a ser utilizada com o consentimento e alegria do fiscal, assim podemos observar que muitos membros da elite acabaram por juntar-se aos populares no festejo, pois o fiscal não se atreveria a consentir a utilização da mesma se não fosse do consenso de seus superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O jornal ainda afirmava com um certo exagero, que eram milhares de esguichos de seringas, bisnagas, baldes, tinas, panelas, bacias ou mesmo qualquer outro recipiente que acomodasse o precioso líquido. Existindo até bombas fabricadas caseiramente com taquarussu (10), onde se forjava um orifício de um lado, e na extremidade uma vara com uma bucha de papel ou pano, servindo para aspirar e jorrar água, como descrito em noticiário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Para o mesmo jornal a população mesmo ao som dos “Zé Pereiras”, das zabumbas, das buzinas ou músicas, preferia o entrudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Na rua Dona Januária, travou-se um ferino combate entre dois grupos...”, e continua afirmando que o vitorioso junto ao derrotado passavam por todas as ruas infundindo o medo, e que as vezes os mesmos eram interrompidos por gritos alarmantes e jocosos “Aí, vem a bomba municipal, era para os presentes o mesmo que dizer aí vem o diabo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Janelas  e portas fechavam-se, só as moças saiam para enfrentar, sendo assistidas por uma multidão ao largo e longe dos jatos. Nas ruas também transportava-se em carros ou carroças, tinas e outros recipientes repletos de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O “entrudo” também se realizava nos interiores dos lares, verdadeiras “ciladas e traições” eram preparadas com requintes de detalhes, “um verdadeiro troca-roupas para determinados infelizes...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os participantes do “entrudo” não satisfeitos com o material utilizado, adicionavam também outros elementos ao material, tais como: talco, farinha de trigo, e “...até urina e fezes...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Porém o pior do “entrudo” era reservado pelos membros da elite veranista que aderia às pessoas negras. Muitos indivíduos de cor eram vitimas de efeitos imediatos, tornando-se figuras grotescas e de total deboche em mãos dos mesmos “pseudo- foliões”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O “entrudo” nestes anos sinaliza com o seu desuso, pois nos anos seguintes seu registro é mínimo, ocasional, e reservado às regiões mais afastadas do centro e ao fim do século XIX se extingue. Os costumes carnavalescos se transformam, assim como a moralidade religiosa na cidade que com a predominância católica avança cada vez mais procurando homogeneizar a população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CORSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Muitos estudiosos situam que a moda do Corso havia sido lançada em fins da primeira década do século XX no Rio de Janeiro, e que o mesmo sobreviveu até 1930, quando do aparecimento das primeiras sociedades carnavalescas de rua. Porém o fato de que passeata de carros, sejam estes de qualquer espécie, já não consistia, como anteriormente observado em novidade para Petrópolis, e talvez até possamos dizer que o Corso teve sua origem nos desfiles do domingo de carnaval  petropolitano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Para a comunidade petropolitana esta passeata sempre se constituiu em uma das partes mais brilhantes dos folguedos petropolitanos, isto podemos considerar pela presença da tradicional “Batalha das Flores” que se realizava na rua à frente do Hotel Bragança, atual Monsenhor Bacelar, seguindo em direção à Praça da Liberdade, atual Rui Barbosa. Apresentando inúmeros carros, em sua maioria carruagens e cabriolets. Completamente ornamentados, com seus condutores e famílias ora fantasiados ou não, jogando em sua maioria pétalas de rosas em direção ao publico que assistia das laterais, guardados por uma espécie de varais e divisórias com tapetes ou lençóis bordados, ou aos outros carros. Ao que tudo indica, a comitiva imperial vez por outra freqüentava os desfiles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Uma foto presente no Arquivo do Museu Imperial, datada de 1880, fornece estas impressões, tão comuns na “belle époque” parisiense, com o mesmo desfile transposto para o Rio e para Petrópolis pela aristocracia veranista.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    Porém se pudermos recuaremos no tempo para buscarmos antecedentes do Corso, até a anteriormente citada fotografia do Arquivo do Museu Imperial, e datada de 1868, onde um carro alegórico denominado de “encouraçado” construído por Antonio Brandão, famoso cocheiro de diligência, desfilava pelas ruas da cidade. Mas alguns estudiosos da colônia alemã em Petrópolis, indicam que os alemães, proprietários da maioria dos carros de carga da cidade, já passeavam pelas ruas da cidade com seus veículos completamente ornamentados até os muares.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    O Corso continuou com o advento dos autos e dos lança-perfumes de então, até que findou como o do Rio de Janeiro, com o advento dos carros de capota inteiriça, e coincidentemente o inicio das Grandes Sociedades Carnavalescas do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes Primárias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    Jornais da Hemeroteca Pública Municipal, Arquivo Histórico Municipal, Biblioteca Municipal de Petrópolis O Mercantil; O Paraíba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes Secundárias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•    CASCUDO, Luiz da Câmara,&lt;br /&gt;•    EDMUNDO, Luiz, Recordações do Rio Antigo,&lt;br /&gt;•    WILLEMS, Emilio, A Aculturação dos Alemães no Brasil, CEN/INL/MEC, Coleção Brasiliana, 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 1 Extraído do nosso ensaio, “Subsídios para a História: O Carnaval de Ontem”, publicado em caderno especial da Tribuna de Petrópolis em 04/03/1984, e adaptado para a presente publicação.&lt;br /&gt; 2 Willems, Emilio, A Aculturação dos Alemães no Brasil, CEN/INL/MEC, Coleção Brasiliana, 1980.&lt;br /&gt; 3 In, O PARAÍBA&lt;br /&gt; 4 os bailes carnavalescos iniciados em 1860 no Rio não estavam ao alcance de todos, nem de acordo com a moral de muitos, assim os policiais passaram a distribuir gratuitamente máscaras a quem quisesse brincar o carnaval ou seja "os mascarados avulsos" (in, Luis da Câmara Cascudo)&lt;br /&gt; 5 in, Luiz da Câmara Cascudo&lt;br /&gt; 6 Muitos hotéis no período aproveitavam para adaptar seus salões e depois denomina-los por teatros para a apresentação de grupos que vinham da Corte.&lt;br /&gt; 7 De propriedade de um italiano da Corte.&lt;br /&gt; 8 O Mercantil&lt;br /&gt; 9  festa popular que possui suas origens  na festa portuguesa introduzida no Brasil desde o período colonial&lt;br /&gt; 10 O famoso bambu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8919380944795393874-6121953007011256771?l=petropolisnoseculoxx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/6121953007011256771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8919380944795393874&amp;postID=6121953007011256771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/6121953007011256771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/6121953007011256771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/2011/01/carnaval-em-petropolis-no-seculo-xix.html' title='CARNAVAL EM PETRÓPOLIS NO SÉCULO XIX'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874.post-1882327353078621260</id><published>2010-12-23T12:56:00.000-08:00</published><updated>2011-01-22T15:25:39.283-08:00</updated><title type='text'>ESCRAVISMO E ABOLIÇÃO EM PETRÓPOLIS</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:Consolas;  mso-fareast-language:EN-US;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;b&gt;CONTRIBUIÇÃO      À HISTÓRIA SOCIAL PETROPOLITANA&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;b&gt;ESCRAVISMO E ABOLIÇÃO EM PETRÓPOLIS&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;[1]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;“O Balaio, o Balaio chegou&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Cadê branco? Não há mais branco&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não há mais sinhô”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;( Cântico das lutas da Balaiada, in, Luiz Luna)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;“Ó didê, Baba um pê&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Levanta-se, o pai está chamando...”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(O Caçador e os Orixás do Mato, in, Deoscoredes M. dos Santos)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Produzir um trabalho sobre o percurso histórico da raça negra em nossa comunidade é na maioria das vezes um trabalho que aparenta relativa facilidade de ser produtivo mas, também torna-se um tanto difícil, quando os elementos que temos que pesquisar se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;encontram na quase sua totalidade dispersos, e em locais às vezes o mais inacessível. &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Portanto, procuramos formular uma síntese, ou melhor um “&lt;i&gt;alinhavado”&lt;/i&gt; de textos, já anteriormente produzidos, e que até hoje possuem um denotado grau de importância cientifica em nossa cidade. São estes textos trabalhos fundamentais elaborados pela &lt;i&gt;Comissão do Centenário&lt;/i&gt;, produzidos por vários autores.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E para complementar, como não podia deixar de ser, recorremos ao constante manancial de informação que são os jornais que compõem a &lt;i&gt;Hemeroteca Publica Petropolitana&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A expressão acima utilizada &lt;i&gt;“fácil”, &lt;/i&gt;tem por característica não a depreciação do trabalho, mas o fator que o movimento histórico do negro em nossa comunidade difere das dos demais por uma única e atenuante característica; a da densidade demográfica – a não grande representatividade numérica em nosso quadro populacional, através das várias épocas que antecederam ao último quartel do século. &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Porém, ao tempo ela torna-se significativa, desde que possamos formular um pequeno quadro histórico na formação social.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;AS OBRAS DO CAMINHO NOVO&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Nossos registros começam por volta do inicio do século XVIII, quando das aberturas das picadas para construção do &lt;i&gt;Caminho Novo&lt;/i&gt; para as &lt;i&gt;Minas Gerais. &lt;/i&gt;Em documento um dos pioneiros desta construção, &lt;i&gt;Garcia Rodrigues Paes&lt;/i&gt;, filho do famoso “&lt;i&gt;bandeirante das esmeraldas&lt;/i&gt;”, que é declarado “&lt;i&gt;falido&lt;/i&gt;” não podendo mais continuar seu intento de abrir a nova estrada, em virtude de o esforço haver consumido todos os bens que lhe pertenciam, bem como aqueles que havia herdado. Este “&lt;i&gt;enfraquecimento capital&lt;/i&gt;”, resultou nas seqüentes fugas de escravos, mão-de-obra a este pertencente, fruto do capital investido&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Fugas que freqüentemente levavam estes escravos a se refugiarem em nosso solo, constituindo na maioria das vezes “&lt;i&gt;arremedos&lt;/i&gt;” de quilombos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Na maioria das vezes, o sucesso da fuga, das diversas frentes ou locais de trabalho, para um local totalmente desconhecido, só pode ser visto, na medida em que o ideal de um quilombo, torna-se significado máximo do enraizamento histórico no processo social dos grupos, funcionando como encontro de identidades raciais e sociais. Enfim, a perpetuação étnica. &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;DECLARAÇÃO DE POSSE&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Aberto o caminho, surge a necessidade do abastecimento, do povoamento a margem do mesmo. Daí a fórmula de “&lt;i&gt;doação de sesmarias de terras&lt;/i&gt;”, porém para se tornar sesmeiro, as mais variadas dificuldades se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;interpunham. Eram necessárias condições não somente materiais, como também financeiras, para comprovadas estas, receber a dita doação. Seu principal requisito era:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“... achar-se o suplicante com escravos bastante para poder povoar... com muitos filhos de escravos para poder cultivar... por ter escravos e mais posses necessárias para a cultura...”;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;era o que constantemente declaravam as petições.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quando do trabalho de pesquisa levado a cargo pela &lt;i&gt;Comissão do Centenário&lt;/i&gt;, estes não obtiveram, pelo escasso tempo qualquer petição que datasse anteriormente à 1712, e que pudesse evoluir o painel histórico de nossa cidade&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Portanto só a partir desta data é que se podem afigurar de forma quase que definitiva a existência de negros-escravos nas fazendas erguidas em solo petropolitano.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;OS REGISTROS DE BATIZADOS&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Frei &lt;i&gt;Estanislau Schaette&lt;/i&gt; nos fornece vários documentos dos quais retiramos um que consideramos exemplar: a análise do situacionismo religioso e moral dos escravos pertencentes aos fazendeiros. Do mais antigo livro de batizados da &lt;i&gt;Paróquia de Inhomirim&lt;/i&gt;, à folha 76, que possui o seguinte termo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“... Aos 26 de outubro de 1734, nesta freguesia da Piedade de Inhomirim foi apresentado a Rev. Pe. Manoel Antonio um batizando, de licença ... e puz os santos óleos a Jacinta, mulatinha, na capela da Conceição das Pedras do Caminho das Minas, filha de Maria; escrava de Miguel correia, foram padrinhos João Rodrigues, filho de Pedro Moreira e sua Mãe Ana Cabral e se fez em 21 do mês deste ano, todos moradores desta mesma no dito caminho. O Vigário João de Matos dos Santos” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Frei Estanislau&lt;/i&gt; acrescenta ser este, segundo suas pesquisas, o primeiro batizado realizado em terras petropolitanas. O patrão é um dos mais antigos proprietários de “&lt;i&gt;serra acima&lt;/i&gt;” como provam os freqüentes termos nos livros da paróquia.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Observação se faça, a de constantemente os patrões infligirem seus próprios costumes a seus escravos, a obrigação religiosa em si é um grande exemplo de tal, como se processasse o barbarismo e a promiscuidade no seio social negro. Outro elemento que pode ser amplamente questionado é a utilização do termo “&lt;i&gt;mulatinha&lt;/i&gt;”, pelo vigário o que nos conduz a inúmeras conjecturações no que se refere ao “&lt;i&gt;relacionamento inter-étnico&lt;/i&gt;”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;REGISTROS DE TESTAMENTOS&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Outra fórmula de ser pesquisada a posição do negro em nossa comunidade são os testamentos dos fazendeiros. Dentre os vários citados pela &lt;i&gt;Comissão do Centenário&lt;/i&gt;, transcrevemos extratos da primeira proprietária em solo petropolitano. &lt;i&gt;D. Águeda Gomes de Perada &lt;/i&gt;(&lt;i&gt;família Proença&lt;/i&gt;), a qual declara a posse de “.&lt;i&gt;.. 39 escravos, entre grandes e pequenos, velhos e moços...”.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Outro registro, também é o de &lt;i&gt;Antonio Proença&lt;/i&gt;, que, em 1737, ao falecer-lhe dois escravos na fazenda &lt;i&gt;Tamarati&lt;/i&gt;, mandou leva-los a &lt;i&gt;Suruí&lt;/i&gt; onde se processou o enterro religioso de ambos, já que todos os seus escravos adultos pertenciam a uma das irmandades da &lt;i&gt;Matriz&lt;/i&gt;, das quais ele, o patrão, era seu membro de destaque&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Pelos números que desde já apareceram neste trabalho, pode-se por se assim dizer, ser a população escrava em nosso território, majoritária em relação a branca senhorial, porém este número se torna ilusório, em virtude dos processos que se abatem, tais como falecimentos por exaustão ao trabalho forçado, doenças, fugas e outros. &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Outra questão, é a de que no geral a maioria das escrituras que relacionam tópicos escravistas, nos apresentam um perfil em que o escravo é para seu dono, um objeto de posse, instrumento de produção a valor ouro, em uma sociedade construída por braços negros, onde o branco direciona o social, controlando os lucros (&lt;i&gt;Antonil).&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;VISITANTES ESTRANGEIROS EM PETRÓPOLIS&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Muitos foram aqueles que por aqui transitaram, e hospedaram-se nas fazendas, em diversas direções.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Porém poucos mencionaram em seus diários de viagem sobre a situação escravista das fazendas.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i&gt;John Mawe&lt;/i&gt; foi o primeiro visitante estrangeiro, e passando pela fazenda do &lt;i&gt;Pe. Correia&lt;/i&gt; comentou:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;“... ser o Pe. Senhor de numerosa escravaria, grande parte da qual ocupada em moldar ferraduras para os animais (NA: o que já constituía uma pequena e primitiva industria manufatureira servil), com o ferro fabricado pelo processo sueco, trabalhado a frio, depois de lho darem forma na forja...”.&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;As ferraduras eram constantemente procuradas nesta estrada de freqüente trânsito.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;Já, o &lt;i&gt;Barão Jorge Antonio Schaeffer&lt;/i&gt;, dizia que:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;“... os escravos do Pe. Fazendeiro, eram tratados com indulgência e constantemente ocupados...”&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn6" name="_ftnref6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;i&gt;Alexander Caldcleugh&lt;/i&gt;, acrescentara:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;“... existir uma capelinha, ao lado da casa, onde o Pe. Reúne os negros e celebra a missa... Dedica o Pe. Grande atenção a esta raça e retribuem-lhe os negros por uma verdadeira adoração todas as noites, ao virem beijar-lhe a mão, observa se já tomaram banho, antes de irem se deitar...”.&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn7" name="_ftnref7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Caldcleugh&lt;/i&gt;, ainda nos fornece outra informação, só que sobre o que se sucedia na &lt;i&gt;Fazenda da Mandioca&lt;/i&gt;, pertencente a &lt;i&gt;Lagsdorff&lt;/i&gt;, cujo administrador “&lt;i&gt;... lutava com a escassez de braços escravos...”.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Outro visitante a fazer suas apreciações foi &lt;i&gt;John Luccock&lt;/i&gt; que esteve na &lt;i&gt;Fazenda do Samambaia&lt;/i&gt;, de propriedade do sobrinho do &lt;i&gt;Pe. Correia&lt;/i&gt;, o qual enriquecera muito depressa, empregando todo o dinheiro na aquisição de novos escravos, “... &lt;i&gt;os quais tratava com rispidez...”,&lt;/i&gt; enquanto sua lavoura se encontrava exaurida, pela utilização dos métodos rudimentares, e pela não adubação. &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Estas são em resumo, algumas das principais apreciações só lamentamos que as mesmas não sejam mais completas quanto ao comportamento e costumes sócio-escravistas nas ditas fazendas, o que em muito ampliaria a visão deste ensaio. &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;ALFORRIA EM TESTAMENTO&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;É o testamento, outro documento hábil nestas pesquisas por intermédio de um destes podemos avaliar o grau de posse dos escravos para seus senhores.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Tomamos como exemplo o testamento de &lt;i&gt;Catharina Josefa de Jezus&lt;/i&gt;, datado de 26 de junho de 1823, e registrado no livro de no.1 do &lt;i&gt;Curato de são José do Rio Preto&lt;/i&gt;, que vem a ser o atual distrito de nossa comunidade&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn8" name="_ftnref8" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Era a dita &lt;i&gt;Catharina Josefa de Jezus&lt;/i&gt;, proprietária da &lt;i&gt;fazenda do Córrego Seco&lt;/i&gt;, e começa por uma longa descrição de suas posses, onde assinala a de 25 escravos, em seguida pede aos filhos-testamenteiros que se faça o inventário destas. E mais: &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“... Declaro que o meu escravo João telheiro e a preta Maria já velha e cansada os deixo forros e livres de qualquer pensão, e esta verba lhes servirão de carta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;..............................&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Item declaro que deixo à minha necta Inocência filha da dita minha filha Britis, o valor que for avaliado a Escrava Maria, que esteve em seu poder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;.............................&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Item declaro que deixo o criolinho Saturnino, filho da minha escrava Izidora, a meu neto Francisco José Maia...”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Observamos presente neste testamento as primeiras informações de alforriamento de escravos que temos conhecimento em nossa comunidade, e que são em muito importantes, pois a proprietária faz liberta uma escrava doméstica de vínculo afetivo, permanecendo o restante, a maioria, que é significativo, a grande fortuna tutelado pelo regime e condicionado a transferências pelas conseqüentes vendas.&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn9" name="_ftnref9" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt;NOTICIAS SOBRE POLICIAMENTO E PERSEGUIÇÃO DE ESCRAVOS FUGITIVOS&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Antonio Machado&lt;/i&gt; relata um documento pelo qual &lt;i&gt;José Cândido Fragoso&lt;/i&gt; é eleito para desempenhar as “&lt;i&gt;árduas funções&lt;/i&gt;” de primeiro magistrado da freguesia de &lt;i&gt;São José do Rio Preto&lt;/i&gt;. O capitão além de receber voluntários armamentos, obtivera carta branca para que processasse o ato de “&lt;i&gt;limpeza das serras dos malfeitores e dos escravos refugiados nos quilombos que se davam também aos assaltos&lt;/i&gt;”.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Segundo &lt;i&gt;Machado&lt;/i&gt;, os escravos muitas das vezes se uniam aos malfeitores. Estas são informações importantes, pois denunciam a existência da formação de quilombos nestas terras, e do abrigo de “&lt;i&gt;bandoleiros&lt;/i&gt;” que espreitavam as tropas de muares que seguiam em rota às &lt;i&gt;Minas,&lt;/i&gt; e das &lt;i&gt;Minas,&lt;/i&gt; além dos constantes assaltos às fazendas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A grande novidade é a chamada &lt;i&gt;“associação&lt;/i&gt;” entre ambos, algo que pode e deve ser muito discutível&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn10" name="_ftnref10" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;QUILOMBOS &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Binot&lt;/i&gt;, artista e paisagista, ao escrever artigos para o &lt;i&gt;“Parahyba&lt;/i&gt;”, também fornece informações importantíssimas para análise da questão dos quilombos em Petrópolis. Texto que segue:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“A Praça de Coblentz, região da confluência, hoje Passeio Público (NA.: atual Palácio de Cristal), antes da fundação da Colônia, isto é, antes de 1838, estava ainda virgem de plantas humanas, a não ser de negros fugidos, porque no lugar onde está a casa do Sr. Comendador Bernardes (esquina de 7 de abril com Piabanha), descobriu-se um quilombo com uma grande porção de terreno cultivado”&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn11" name="_ftnref11" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Este é um fidedigno testemunho das ações correntes dos escravos fugitivos nas terras petropolitanas. &lt;i&gt;Binot&lt;/i&gt; ao acrescentar que &lt;i&gt;“existia um terreno cultivado&lt;/i&gt;”, forneceu a informação de que tal quilombo já possuía uma estrutura agrária, o que conseqüentemente nos leva a dedução da existência de uma micro formação societária no local.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quilombo, lugar que se assemelha a “terra da promissão”, um ponto de liberdade. A grande questão é a de como esses grupamentos de escravos fugitivos e carentes de informações para manterem uma memória social, ou, uma história, chegaram a idéia de quilombo tão próxima daquela que lhes foi transmitida pelas tradições vulgares. A de .... onde liberdade era a prática, e as ......-ancestrais se revigoravam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt;OS ESCRAVOS NAS OBRAS DO PALÁCIO IMPERIAL &amp;amp; A DEFESA DO TRABALHO LIVRE - COLONATO&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Dados os primeiros passos para a constituição da freguezia, surge o ideal e a vontade imperial de ergue o &lt;i&gt;Palácio de Veraneio&lt;/i&gt;, segundo o exposto no contrato de arrendamento com &lt;i&gt;Koeler.&lt;/i&gt; Para tal empreendimento, em 1845, são fornecidos 40 escravos para ínicio da construção, que posteriormente se processou a base da contratação dos colonos alemães&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn12" name="_ftnref12" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, em substituição ao trabalho escravo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Philipe Arbos&lt;/i&gt;, cita textualmente o relatório do &lt;i&gt;Presidente da Província do Rio de Janeiro&lt;/i&gt;, datado de 1846, que à página de no. 92, fala acerca da justificação do trabalho do colono e sua superioridade econômica em detrimento do trabalho do escravo:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“... todos os que tem visitado a Colônia reconhecem a superioridade do trabalho livre, principalmente quanto ao processo empregado – a empreitada...”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;acrescenta &lt;i&gt;P. Arbos&lt;/i&gt;, que &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“... os colonos sem pagos pela metade que os escravos, ganhavam por dia , duas ou três vezes mais.”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt;Encontramos no relatório o que se segue: &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“... os escravos ganhavam para seus senhores de 600 a 800 rs., os colonos de 1$400 a 2$000 por dia para si...”&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn13" name="_ftnref13" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Outra menção é citada por &lt;i&gt;Lourenço Lacombe&lt;/i&gt;, por uma análise as obras realizadas pelo serviço público da &lt;i&gt;Província&lt;/i&gt; na &lt;i&gt;Estrada de Petrópolis à Juiz de Fora&lt;/i&gt;:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“... sobre o serviço de manutenção da estrada, na qual nenhum escravo podia ser empregado, “pois assim o exige um regulamento geral, que se aplica a todos os trabalhos públicos de certa importância”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;Acrescenta, esse cuidado, em se excluir os escravos dos trabalhos públicos revelam uma tendência para uma emancipação a longo prazo (1865), o que assinalava o modo de pensar de &lt;i&gt;D. Pedro II &lt;/i&gt;sobre o problema escravo&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn14" name="_ftnref14" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;MERCADO DE ESCRAVOS NA RUA DO IMPERADOR&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Segundo informações de &lt;i&gt;João Duarte da Silveira&lt;/i&gt;, tabelião e coronel da &lt;i&gt;Guarda Nacional&lt;/i&gt;, em 1867, aqui existia o cidadão português, &lt;i&gt;Joaquim Martins Correia&lt;/i&gt;, próspero comerciante e industrial, que chegara a &lt;i&gt;Petrópolis &lt;/i&gt;desde o inicio de sua fundação. E que aqui o mesmo desenvolvera amplas atividades comerciais e industriais, havendo inclusive sido o fundador da &lt;i&gt;Fábrica São Pedro de Alcântara&lt;/i&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn15" name="_ftnref15" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Duarte da Silveira&lt;/i&gt;, cita que o mesmo &lt;i&gt;Martins Correia&lt;/i&gt;, possuía um extenso comércio em vários prédios de sua propriedade no centro da cidade, e tinha licença para desenvolver atividades de compra e venda de casas, escravos, ou de qualquer outro objeto de valor. Isto denota um simples movimento comercial e de corretagem, mas em confronto com os livros municipais&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn16" name="_ftnref16" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; do período, não encontramos menção ao termo “&lt;i&gt;mercado de negros”,&lt;/i&gt; já que tal terminologia em muito se aplicava aos mercados livres de cidades como &lt;i&gt;Rio&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Salvador&lt;/i&gt;. E por &lt;i&gt;Petrópolis&lt;/i&gt; pelos seus princípios econômicos não denotar tal necessidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;TRAFICANTES DE ESCRAVOS NO CÓRREGO SECO&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Segundo &lt;i&gt;Philipe Arbos&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Koeler&lt;/i&gt;, contava com grandes homens ao seu lado para defesa de sua teoria do &lt;i&gt;Trabalho Livre Colonial&lt;/i&gt;. Um destes adeptos era &lt;i&gt;Paulo Barbosa&lt;/i&gt;, o &lt;i&gt;Mordomo Imperial&lt;/i&gt;, que freqüentemente intercedia junto ao Imperador, e o de mais dois futuros Presidentes da província, na questão da intensificação dos serviços de imigração, em um melhor aproveitamento dos colonos do que dos escravos, contra os que denunciavam a “&lt;i&gt;utopia&lt;/i&gt;” do trabalho livre.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i&gt;P. Arbos&lt;/i&gt;, cita que em relatório ao &lt;i&gt;Imperador&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“... a cidade progredira muito mais nos últimos quatorze anos sob esta política “colonista”, do que qualquer outra...”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;E que em certa discussão, &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“... os traficantes de escravos também se irritaram; pois todos os argumentos lhes pareciam bons, e quando se tratou da escolha do Córrego Seco para localização de uma colônia, exploraram em seu prejuízo até o nome, como se significando falta d’água...”&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn17" name="_ftnref17" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;ANÚNCIOS NOS JORNAIS PETROPOLITANOS&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;São os jornais um veio inesgotável para a pesquisa histórica, onde os anúncios tem uma validade insuperável. Os anúncios refletem, com fidelidade, a formação da comunidade. Os anúncios dos velhos jornais não anunciam apenas a venda e a compra; eles trazem outra característica em sua entrelinha, a das emoções da comunidade: apelos, críticas, advertências, dores e alegrias, ódio e perdão.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Se nos detivermos no texto de um anúncio do período da escravidão, que não são poucos, atentamos para a noticia da fuga e, ao mesmo tempo para as alvíssaras prometidas pela sua captura.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Destacando a figura do senhor de escravos, impiedoso, ganancioso e explorador do negro, sob todas as formas.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Assim, transcreveremos uns poucos que nos podem servir de ilustração:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“ATTENÇÃO.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;30U000.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Fugio no dia 9 do corrente na rua de S. Clemente n.79 o preto de nome João, nação Moçambique, tendo vindo para aqui pequeno, é fula e anda môço, altura regular, é cosinheiro, já foi marinheiro, levou uma viola e roubou quando fugio uma porção de roupa fina preta e branca e um chapéo de palha cor de café, costuma diser que é forro e consta que anda com uma carta de forro falsa; roga-se aquém do mesmo possa dar notícias, ou apprenhender de dirigir-se à rua d”Alfândega, n.2, ou a casa acima, pois se gratificará bem, protestando-se desde já contra quem o tiver ocoutado.&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn18" name="_ftnref18" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Uma análise breve deste anúncio do &lt;i&gt;Parahyba&lt;/i&gt;, nos levaria a considerar o seguinte: era o escravo um servo de qualidades essencialmente domésticas, não somente por ser cozinheiro, mas também por seu patrão morar em uma zona urbana do &lt;i&gt;Rio de Janeiro&lt;/i&gt;, e este até mesmo pode servi-lo como um “&lt;i&gt;valete&lt;/i&gt;”. Sua nação é Moçambique, fula mais para mestiço que para negro propriamente. Moço e forte. A indicação de haver sido marinheiro lhe fornece características de esperteza além de um físico razoável.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Se o patrão não estivesse mentindo quanto a notícia da carta de alforriação, esta informação se verdadeira, complementa seu comportamento malandro, e alimenta seu ímpeto de liberdade. Porém, vê-se bem que segundo informações do patrão, ele roubara roupas de fino trato. O anúncio termina com um veemente protesto contra os “&lt;i&gt;coiteiros&lt;/i&gt;”, protetores ou “&lt;i&gt;abolicionistas&lt;/i&gt;”. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“ESCRAVO FUGIDO&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Fugio do lugar Secretario, Município da Parahyba do Sul, o escravo de nome Luiz, pardo; a pessoa que der noticias ou leva-lo a casa do Sr. Duarte pinto, nesta cidade, será gratificado se o exigir.&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn19" name="_ftnref19" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[19]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“ESCRAVA FUGIDA&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Pela Delegacia de Policia de Petrópolis se faz público que se acha presa na cadêa desta cidade a preta Maria de 56 annos, crioula, que diz ser escrava de Antonio da Cunha, morador adiante do Arraial de Santo Antonio dos Crioulos na Província de Minas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Delegacia de Polícia, 20 de julho de 1880 – O Escrivão interino, Joaquim Ferreira de Andrade.&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn20" name="_ftnref20" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[20]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;ABOLIÇÃO PETROPOLITANA&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O &lt;i&gt;Mercantil&lt;/i&gt; de oito de junho de 1887, assinala que durante uma festa de cunho abolicionista, realizada no dia 07 no &lt;i&gt;Palácio Itamarati&lt;/i&gt;, no &lt;i&gt;Alto da Boa Vista&lt;/i&gt;, para solenizar o restabelecimento da saúde do &lt;i&gt;Imperador. D. Pedro II&lt;/i&gt;, participou membros de uma &lt;i&gt;comissão organizada&lt;/i&gt; na cidade de &lt;i&gt;Petrópolis&lt;/i&gt;, e que para comemorar tal:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“... nada seria mais agradável ao coração de Vossa Majestade do que promover-se a libertação de escravos, a Comissão vem hoje apresentar a Vossa Majestade, sessenta e duas cartas de Liberdade como uma pequena prova do muito amor e respeito que consagra à pessoa de vossa Majestade...”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Praticamente é o inicio da configuração abolicionista na terra que o &lt;i&gt;Imperador&lt;/i&gt; tanto rendia sua presença.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Cerca de dez meses mais tarde, quando o &lt;i&gt;Imperador&lt;/i&gt; se encontrava em viagens pela &lt;i&gt;Europa&lt;/i&gt;, a &lt;i&gt;Princesa Isabel&lt;/i&gt; ocupava como regente o &lt;i&gt;trono do Império&lt;/i&gt;. Este fato contribuiu mais ainda para que o processo abolicionista que se arrastava por décadas tivesse seu término.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Assim sendo, em primeiro de abril de 1888, portanto a quarenta e dois dias da assinatura da &lt;i&gt;Lei Áurea&lt;/i&gt;, da abolição geral, &lt;i&gt;Petrópolis&lt;/i&gt;, em um domingo de festas: &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“... as duas horas da tarde no Pavilhão Hortícola (Palácio de Cristal), tem uma promoção dos Autustos Principes. A Princesa Imperial Regente, junto ao Conde D’Eu, seus filhos, o presidente do conselho e distintos membros do Ministério e de delegações estrangeiras, além da Imprensa em geral promulga a libertação dos escravos em Petrópolis. O ato se inicia com o orador, Dr. José da Silva Costa, findo o qual, desfilaram os cativos matriculados existentes em Petrópolis e alguns de outros municípios. Sua Alteza graciosamente distribui as 120 cartas de liberdade que eram trazidas uma a uma pelos jovens príncipes, D. Pedro e D. Luiz. Finda a emocionante cerimônia lavrou-se o ato da solenidade, e as 16h30min, entre alegres vivas, termina a festa.&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn21" name="_ftnref21" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[21]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Acentuamos que um dos cronistas do &lt;i&gt;Mercantil&lt;/i&gt; assinalou o que se segue em sua crônica:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;“... na maior parte os libertos são do município de Petrópolis, não se podendo felizmente declarar esta livre, por falta de acordo com três proprietários de escravisados...&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn22" name="_ftnref22" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[22]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Porém, esta melancólica nota, não retira o registro histórico no que se refere ao “&lt;i&gt;abolicionismo” &lt;/i&gt;em fato, em &lt;i&gt;Petrópolis&lt;/i&gt;. Não seria o pioneirismo, já configurado por outra &lt;i&gt;Província&lt;/i&gt; no &lt;i&gt;Brasil&lt;/i&gt;, mas uma discreta comemoração.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em 21 de maio, após a maratona abolicionista, a &lt;i&gt;Princesa Regente&lt;/i&gt; junto a sua família é recepcionada pela população na &lt;i&gt;Rua do Imperador&lt;/i&gt; com grandes festejos organizados pelos comerciantes locais. &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;CONSIDERAÇÕES FINAIS&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftn23" name="_ftnref23" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;[23]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A questão do negro em nossa sociedade não se resolveu somente com a abolição, nem será resolvido tão cedo, para muitos estudiosos, muito pelo contrário, foi com a abolição que os problemas mais se avolumaram, pois marginalizou a grande maioria da sociedade brasileira, que por sobrevivência foi obrigada a se deslocar para os grandes centros comerciais e industriais brasileiros, ou sua proximidade. Em nossa cidade vimos constatar que o número de negros em nossa sociedade proporcionalmente foi insignificante principalmente ao final do século XIX, devido ao contexto coloniza tório migratório alemão, e devido a sua miscigenação com o passar das décadas junto aos nacionais. &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;No inicio do século XX, o número de negros em uma estimativa seria proporcionalmente o mais baixo de todas as regiões do Estado, provavelmente 5% em toda a região que abrange o município. Esta estimativa poderia ser razoavelmente configurada, quando em entrevista à &lt;i&gt;Tribuna de Petrópolis&lt;/i&gt; em 1983, &lt;i&gt;Guilherme Eppinghaus&lt;/i&gt;, engenheiro civil e público, ex-secretário municipal no governo do &lt;i&gt;Dr. Sá Earp&lt;/i&gt;, afirmou que na década de 20 só havia uma família negra habitando o “&lt;i&gt;morro da Caixa D’Água&lt;/i&gt;”, atual &lt;i&gt;24 de Maio&lt;/i&gt;, assim mesmo, pois pertencera a empregado encarregado de cuidar da &lt;i&gt;Caixa D’Água. &lt;/i&gt;E por outro lado questionado sobre a “&lt;i&gt;Lapa petropolitana&lt;/i&gt;”, o &lt;i&gt;Bairro Floresta&lt;/i&gt;, onde moravam “&lt;i&gt;malandros-de-navalha e prostitutas”&lt;/i&gt; ele afirmou que na mesma década mencionada eles não passavam de aproximadamente umas 200 pessoas.&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Para corroborar este fato temos o fato pertencente as estatísticas levantadas pela equipe da &lt;i&gt;prof. Ismênia de Lima Martins,&lt;/i&gt; sobre a admissão do primeiro negro em uma industria petropolitana em 1911. Fato que também comprova o alto preconceito existente no industrialismo petropolitano com a mão-de-obra que não seja oriunda dos bolsões fornecedores formais, tanto o italiano como o alemão, ou alguns nacionais brancos. &lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A grande parcela que na atualidade forma a população negra de &lt;i&gt;Petrópolis&lt;/i&gt;, a principio deslocou-se das fazendas próximas à região que chegaram em busca de melhores condições de trabalho, já que a grande maioria destas fazendas entraram em decadência principalmente com as crises do café. E mais tarde observamos o deslocamento de muitas destas populações das regiões mineiras que ao seguirem em direção ao &lt;i&gt;Rio&lt;/i&gt;, passam por &lt;i&gt;Petrópolis&lt;/i&gt; e fixam-se nas áreas limítrofes como a &lt;i&gt;Baixada Fluminense&lt;/i&gt;, ou mesmo &lt;i&gt;Petrópolis&lt;/i&gt;. Muitas destas populações negras das &lt;i&gt;Minas Gerais,&lt;/i&gt; principalmente da área da zona da mata, chegaram nas décadas de 40 e 50 junto a migrantes nordestinos em fuga da seca. &lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2" style=""&gt;FONTES&lt;/p&gt;    &lt;p class="Estilo2"&gt;Fontes Primárias:&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2" style="margin-left: 36pt; text-align: left; text-indent: -18pt;" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Jornais (pertencentes à Hemeroteca Pública do Arquivo Histórico Municipal), principalmente o Mercantil e o Parahyba;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2" style="margin-left: 36pt; text-align: left; text-indent: -18pt;" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Livros públicos municipais – Relatórios Comerciais e Industriais&lt;/p&gt;&lt;p class="Estilo2"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt;Fontes Secundárias: &lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2" style="margin-left: 36pt; text-align: left; text-indent: -18pt;" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;VÁRIOS&lt;/b&gt;, in, Trabalhos da Comissão do Centenário de Petrópolis, 6 volumes, PMP, 1957, Petrópolis;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2" style="margin-left: 36pt; text-align: left; text-indent: -18pt;" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;LUNA,&lt;/b&gt; Luiz – O Negro na Luta Contra a Escravidão, Editora Cátedra, Rio de Janeiro, 1976;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo2" style="margin-left: 36pt; text-align: left; text-indent: -18pt;" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;MARTINS,&lt;/b&gt; Ismênia de Lima – Subsídios para a História da Industrialização em Petrópolis, Centro de Pesquisas em História da Universidade Católica de Petrópolis, 1983, Petrópolis;&lt;/p&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" width="33%" size="1"&gt;    &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="Estilo2"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12pt;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Publicado em 12 de maio de 1984, no Segundo Caderno da Tribuna de Petrópolis&lt;/p&gt;    &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Comissão do Centenário de Petrópolis, volume , pg. 41&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; Ibid,pg. 241&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn4"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref4" name="_ftn4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; Ibid, pg 195/204&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn5"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref5" name="_ftn5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; Ibid, pg. 49&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn6"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref6" name="_ftn6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ibid, pg. 73&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn7"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref7" name="_ftn7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ibid, pg. 83&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn8"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref8" name="_ftn8" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; o ensaio foi escrito em 1984, quando São José ainda não havia se emancipado de Petrópolis. &lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn9"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref9" name="_ftn9" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Comissão do Centenário de Petrópolis, volume VI, pg. 21&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn10"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref10" name="_ftn10" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; Ibid, vol. VI, pg. 21&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn11"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref11" name="_ftn11" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; Ibid, Vol VI, pg.104&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn12"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref12" name="_ftn12" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; Ibid, vol. VI, pg. 189&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn13"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref13" name="_ftn13" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; Ibid, vol VI pg. 198&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn14"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref14" name="_ftn14" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; Ibid, vol V, pg. 138&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn15"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref15" name="_ftn15" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; Ibid, Vol. &lt;/span&gt;V, pg. 30&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn16"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref16" name="_ftn16" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Registro de atividades comerciais no município &lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn17"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref17" name="_ftn17" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Comissão do Centenário, vol. VI, pg. 189&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn18"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref18" name="_ftn18" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; in, O Parahyba, 19/12/1858&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn19"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref19" name="_ftn19" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[19]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; in, Mercantil, 15/02/1879&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn20"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref20" name="_ftn20" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[20]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; in, Mercantil, 31/07/1880&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn21"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref21" name="_ftn21" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[21]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; in, Mercantil, 07-11/04/1888&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn22"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref22" name="_ftn22" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[22]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ibid&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn23"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=8919380944795393874&amp;amp;postID=1882327353078621260#_ftnref23" name="_ftn23" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;[23]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Este opúsculo foi adicionado em 2002 ao rever o artigo para trabalho com alunas do curso de Formação de Professoras, porém do texto original nada foi alterado, somente esta parte acrescentada. &lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8919380944795393874-1882327353078621260?l=petropolisnoseculoxx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/1882327353078621260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8919380944795393874&amp;postID=1882327353078621260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/1882327353078621260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/1882327353078621260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/2010/12/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html' title='ESCRAVISMO E ABOLIÇÃO EM PETRÓPOLIS'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874.post-5731732666940113604</id><published>2010-12-18T14:24:00.000-08:00</published><updated>2010-12-18T14:30:45.171-08:00</updated><title type='text'>O OUTRO BARBOSA DE PETRÓPOLIS: ARTHUR BARBOSA</title><content type='html'>A história oficial e tradicional de Petrópolis destaca o papel efetivo de um Barbosa, o mordomo imperial, aquele que junto com D. Pedro e Koeler constituíram a “santíssima trindade” da fundação. Marco primordial das origens da localidade.&lt;br /&gt;Este Barbosa foi a bandeira do século XIX, das articulações diplomáticas, administrativas e políticas. Um amante da organização de uma cidade para seu “Rei”.&lt;br /&gt;O outro Barbosa, nenhum traço de parentesco advinha, segundo palavras de Áurea Maria de Carvalho, que constituirá uma pequena biografia para tomar no Instituto Histórico de Petrópolis.&lt;br /&gt;Estamos falando de Arthur Alves Barbosa, nascido em Niterói, em meados a segunda metade do século XIX, mas precisamente em 17/05/1863. Segundo Áurea Barbosa haveria estudado no Colégio Briggs onde teve um jornal manuscrito em parceria com o celebre pintor Antonio Parreiras.&lt;br /&gt;Alguns já diriam que muito antes em sua infância teria estudado em Petrópolis.&lt;br /&gt;Segundo Áurea Barbosa teria sido transferido pelos pais para o Colégio São Bento. E em 1883 seguiu para cursar a Faculdade de Direito, em São Paulo, onde foi companheiro de “república estudantil” de Alberto Torres, Raul Pompéia e Osório Duque Estrada. Ela ainda assinala que Barbosa teria abandonado os estudos no terceiro ano, já Jerônimo Ferreira Alves, afirma em artigo que Barbosa teria concluído, pois para ser nomeado na época como foi escriturário da Tesouraria da Fazenda Pública, seria necessária a formação, pois era um cargo de grande relevo.&lt;br /&gt;Barbosa também pertenceu na época ao Clube Republicano de São Paulo, o que conseqüente-mente lhe traria grande prestigio político junto aos demais companheiros.&lt;br /&gt;Casou-se, em 3 de junho de 1889, com Leonor Campos Barbosa, porém não tiveram filhos, o que conduziu dona Leonor a manter constantemente compromisso com a benemerência e assistência social enquanto seu marido foi diretor e redator de jornal em Petrópolis.   &lt;br /&gt;Em São Paulo, Barbosa colaborou nos jornais DIÁRIO POPULAR, CORREIO PAULISTANO, DIÁRIO MERCANTIL. E juntamente com Olavo Bilac fundou a revista ilustrada VIDA SEMANÁRIA.&lt;br /&gt;Exonerou-se do cargo em São Paulo e retornou a Niterói. Sendo logo designado funcionário do Tribunal da Relação e transferindo-se logo depois para a Secretaria do Interior.&lt;br /&gt;No governo fluminense de Alberto Torres, seu ex-companheiro de “república”, dirigiu a 3a seção da secretaria de Obras Públicas e Indústria.&lt;br /&gt;Transferindo-se para Petrópolis reiniciou sua carreira na imprensa, mais precisamente na GAZETA DE PETRÓPOLIS, que foi sucessora de O MERCANTIL. Foi também correspondente dos jornais cariocas GAZETA DE NOTÍCIAS, do qual Bilac destacava-se como colunista e O PAIZ, de Bocaiúva.&lt;br /&gt;Fundada a TRIBUNA DE PETRÓPOLIS, sobre os ossos de O POVO, em 9 de outubro de 1902, Barbosa iniciou sua colaboração no dia 23 do mesmo mês, mais precisamente no quinto número, e utilizava o pseudônimo de Carlos Ferraz, que o marcou consideravelmente em épocas de grande atrito político principalmente com o grupo do general Quintino que dominava a política fluminense.&lt;br /&gt;A TRIBUNA DE PETRÓPOLIS pertencia a António Martins de Oliveira, um leiloeiro público, que era também integrante do grupo político de Hermogênio Pereira da Silva e, Artur Barbosa, foi um de seus redatores, transformando-se posteriormente em um dos grandes próceres políticos deste mesmo grupo na cidade.&lt;br /&gt;Em 1° de dezembro de 1903, ano de grande turbulência política tendo Petrópolis ainda como sede do governo do Estado, Arthur, assumiu a direção exclusiva do semanário, embora a Tribuna pertencesse a uma associação formada pelo próprio Hermogênio Silva, Barros Franco, Horácio Magalhães e Sá Earp. Mas que finalmente a 18 de fevereiro de 1906 passou à propriedade pessoal de Barbosa.&lt;br /&gt;Iniciou-se então uma tirânica batalha de Barbosa para elevar a TRIBUNA ao relevo político que haveria de marcá-la na História da Imprensa fluminense.&lt;br /&gt;Em 1° e janeiro de 1908 a Tribuna ganha edições diárias; em 1910 passa a ser ilustrada com fotogravuras; e passo à passo, ganha as publicações oficiais do município, sem qualquer concorrência.&lt;br /&gt;Sua presença como diretor e redator granjeou imensa responsabilidade e respeito em toda à cidade. E seus contatos com representantes da imprensa do Rio de Janeiro, conduziram Barbosa a articular a criação do Circulo da Imprensa em 1916 com a companhia de Roberto d’Escragnolle, Maia Forte, J. Figueiredo e J. Bicalho.&lt;br /&gt;Foi eleito com expressão para a Câmara Municipal chegando a exercer sua presidência de fevereiro de l9l3 a abril de l9l6.&lt;br /&gt;Em 1917, Barbosa envolvera-se em uma discussão política violenta na Câmara Municipal, quando Joaquim Moreira, que foi prefeito e chegou a Ministro de Estado, perdeu a calma e sacou de uma arma na tentativa de alvejar o próprio Barbosa, sendo desarmado por companheiros. Os resultados eleitorais alteravam os ânimos destes políticos oposicionistas.&lt;br /&gt;Em 1918, assumiu por quase dois meses a Prefeitura, em uma época turbulenta de crise social e sanitária por que passava não somente a cidade como o país.&lt;br /&gt;Em 1922, durante o governo de Arthur Bernardes, Barbosa, critico contumaz e oposicionista, tendo sido eleito deputado duas vezes, foi preso e impedido de manifestar-se tanto politicamente como profissionalmente. Da prisão, arrenda a Tribuna aos companheiros, Alcindo Sodré e Carlos Rizzini, que a dirigiram de 1923 a 1925, quando livre dos processos e liberto, reassume a propriedade e a direção, lutando pelo objetivo da constituição da sede própria do jornal.&lt;br /&gt;A 1° de janeiro de 1929 a Tribuna de Petrópolis passou a funcionar em Sede própria, à Rua /Alencar Lima, onde está até hoje. O terreno pertencia a Artur Barbosa e o prédio foi projeto de Osório Magalhães Sales, sendo construído com o patrocínio do comércio e da indústria petropolitanos e principalmente com a colaboração da população e de profissionais como operários da Leopoldina, pedreiros, eletricistas que em uma empreitada comunitária ergueram o que denominavam “patrimônio da cidade”.&lt;br /&gt;Artur Barbosa completou seus 50 anos de imprensa em 1938, sendo que por questões de saúde, que desde a prisão sempre esteve abalada, em 3 de julho de 1943 vendeu a Tribuna de Petrópolis a uma Sociedade.&lt;br /&gt;Foi escritor, tendo como obras publicadas; Rosal (crônicas literárias) e Amores de Deodato e Madalena (novelas).&lt;br /&gt;Faleceu em Petrópolis, em 24 de novembro de 1947, logo após participar de uma última cerimô-nia à frente da Tribuna com todos os profissionais que ali trabalhavam.&lt;br /&gt;Pronta para completar 150 anos, nossa imprensa iniciada com Sudré, não poderia dispensar nomes como o do próprio Arthur, o outro Barbosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Mas que posso fazer? Sendo pesquisador e professor de História, torna-se condição ímpar em meu cotidiano e que constantemente nos assusta. A preservação da memória social de nossa comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “lotações” são meu mais eficiente meio de transporte diário, desde a manhã à noite, para o trabalho, já que não dirijo. E assim, faço deles também meu cotidiano, que as vezes torna-se aborrecido e irritante pela péssima prestação de um serviço tão precioso à população. Mas por outra, torna-se fantástico, quando entramos em contato com nossa “massa” populacional. Assim observamos seus desejos, suas idéias, principalmente quanto as informações sobre o dia-a-dia desta mesma sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos políticos infelizmente esqueceram-se, de como é necessário saber o que a sociedade pensa e como ela vive. Seus possantes veículos importados de ar-refrigerado cerram a visão do urbano a ser administrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas idas e vindas, sentado ao lado de um senhor de idade, começamos por trocar impressões acerca da mudança do clima na cidade, que para ele já não era mais o mesmo, sendo a variação ocorrida em um mesmo dia em Petrópolis muito assustadora. Principalmente para quem já possui impressionantes 92 anos.&lt;br /&gt;A conversa seguiu e ele me informou que era petropolitano nato e havia possuído um só emprego em sua vida, ao qual devotara imensa fidelidade, ganhando em troca um salário de pensão. Ele fora componente da Guarda Municipal Petropolitana. Guarda esta criada em 1920. Um fato que o honrava muito, não somente por ter sido seu único emprego, mas por fazer parte da ordem pública de nossa sociedade em uma determinada época. Para muitas pessoas humildes como da época, uma espécie de “polícia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instituição das guardas municipais no Brasil nos remete, ao final do século XIX, quando iniciam-se as preocupações com o policiamento de praças e jardins e das primeiras ocorrências urbanas pós migra-tórias. A guarda ou policia propriamente dita, ou "praças", não eram suficientes para o patrulhamento, e assim os municípios passam a observar na época da “belle époque” a necessidade de patrulhamento dos principais pontos de lazer ou do cotidiano da elite urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais antiga guarda municipal do Brasil foi a da cidade de Recife criada em fevereiro de 1893, cha-mados "Guardas de Jardim".  Quando da criação desta força, os guardas municipais não podiam pren-der ninguém, suas atividades eram limitadas. Quando ocorria um fato policial, os guardas deslocavam-se até a delegacia mais próxima para informar aos policiais (praças).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guarda do Rio de Janeiro também foi criada ao final do século XIX, sua importância foi tamanha que um de seus componentes (1889/93) foi nada mais, nada menos que Augusto César Malta de Campos (1864/1957) o grande fotografo, que chegado das Alagoas ao Rio, não teve muita sorte como guarda-livros ou comerciante e integra a Guarda Municipal até que se torna em 1903 por contrato o primeiro fotografo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Em Petrópolis o policiamento mais efetivo foi o dos "inspetores de quarteirão", praças habilitados a fazer o patrulhamento das principais vias, principalmente as do centro, das mansões, dos solares, onde residiam personalidades ou por onde ficavam sediadas as instituições consulares desde o veraneio do Imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guarda petropolitana, ao que parece era denominada de noturna, mas conhecida pela população como “praça municipal“, inclusive pelas referências nas noticias dos jornais locais (Centenário da TRIBUNA DE PETRÓPOLIS), foi criada na década de 20 na administração de Oscar Weinschenck e não diferindo das demais criadas no Brasil, executando o patrulhamento das praças e dos prédios públicos no centro da cidade, de auxilio aos moradores e não de “patrulhamento de camelodrômos” como hoje, considera-do por muitos haver sido criado no governo Gratacós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seu” Djalma Conceição, morador humilde da rua Capitão Paladino, do alto de seus garbosos 92 anos, é um petropolitano que se confunde com a história. Memória de uma cidade, cujas instituições atuais negam-se a cumprir seu papel e consideram que lembrança é algo tão inútil que não dá voto.&lt;br /&gt;Quantos "Djalmas", não “vivem” em seus depoimentos cotidianamente, sem crédito dos que os ouvem. Eles, são a lembrança testemunhal dos fatos e movimentos locais ocorridos no século XX, diante dos poucos que os escutam. Cumprem com galhardia a lembrança que o “espírito público” teima em não preservar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8919380944795393874-8183537690295289571?l=petropolisnoseculoxx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/8183537690295289571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8919380944795393874&amp;postID=8183537690295289571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/8183537690295289571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/8183537690295289571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/2010/12/nossos-idosos-e-memoria-petropolitana.html' title='NOSSOS IDOSOS E A MEMÓRIA PETROPOLITANA'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874.post-49895626253113105</id><published>2010-05-22T14:29:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T14:38:42.024-07:00</updated><title type='text'>DE BANCO DE PETRÓPOLIS À BANCO DO BRASIL</title><content type='html'>De Banco de Petrópolis à Banco do Brasil&lt;br /&gt;Publicado pela Tribuna de Petrópolis em 25/02/2009, p.2&lt;br /&gt;Oazinguito Ferreira da Silveira Filho, professor e pesquisador, graduado em História pela UCP e pós-graduado em História do Século XX pela UCAM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos dos que transitam pela área conhecem a importância do ‘corredor financeiro’ de nossa ‘antiga avenida’ que se organizou pelas primeiras décadas do século XX em Petrópolis e que foi de supremo valor não somente para as empresas petropolitanas que se destacavam, assim como para toda a re-gião fluminense.&lt;br /&gt;Nossa operária cidade possuiu uma das mais importantes redes bancárias do interior do Estado, que acompanhava um desenvolvido parque industrial que era premiado em diversas exposições industriais tanto nacionais como internacionais.Assim, a história do garboso edifício de no. 940/50, onde funciona atualmente o Banco do Brasil, iniciou-se em 1928, como Banco de Petrópolis.&lt;br /&gt;O prédio esquinado com a Rua Alencar Lima e Imperador, testada de 35 mts, portador de estilo arquitetônico eclético,  foi construído pela empresa bancária "Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada Banco de Petrópolis", cujo presidente no período foi Osório de Magalhães Salles, proeminente banqueiro e comerciante fluminense estabelecido em Petrópolis, principal quotista e diretor do magazine "Petrópolis Crédito Móvel", que possuía sede na Rua Paulo Barbosa e filial na então Avenida XV de Novembro.&lt;br /&gt;O projeto do prédio data de 1926, desenvolvido pelo engenheiro civil, J. Glasl Veiga sendo construído por Adriano Rodrigues Pinheiro para o local onde funcionara o tradicional Hotel Bragança de muitas histórias no período da ‘belle époque’ petropolitana, principalmente na transição dos século XIX para o XX, que foi demolido em 1924 abrindo espaço para construção até mesmo de uma rua como a Alencar Lima e a construção de um conjunto de prédios também de estilo eclético como os que eram característicos dos anos 20 em nossa cidade.&lt;br /&gt;Devemos registrar que o marco comemorativo da inauguração da ‘Estrada Rio-Petrópolis’, hoje tão pouco lembrado na região das Duas Pontes, também foi de autoria de Glasl Veiga e do professor Leopoldo Campos, segundo informações de Gabriel Fróes. Veiga também foi autor do projeto da Igreja de São Sebastião erguida com tanto zelo pelo lendário Frei Leão que cuidou dos abandonados trabalhadores da Rodovia que se ‘abrigaram’ desamparados nas regiões do Quitandinha e do São Sebastião com suas famílias.&lt;br /&gt;O Banco de Petrópolis, construtor do prédio em tema do nosso ensaio, foi a primeira casa bancária fundada no município petropolitano e que teve suas atividades encerradas em 1931 e seu patrimônio imobiliário levado a leilão público, e sendo adquirido pela instituição financeira maior da época, o Banco do Brasil S/A, pela módica quantia de 30 contos de réis.&lt;br /&gt;Pequenas reformas foram efetivadas ao final dos anos 30, mas sem qualquer descaracterização do conjunto arquitetônico interno e externo do prédio.&lt;br /&gt;Uma reforma maior de estrutura interna realizou-se no período da Segunda Grande Guerra.&lt;br /&gt;Não podemos deixar de observar a semelhança que a marca do Banco de Petrópolis possuía, pois era um B entrelaçado com um P, sobreposto na fachada e no interior durante a construção em 1927. Seria caso de cópia ou aproveitamento ilícito da temática, já que consta que o mesmo logotipo do Banco do Brasil, idêntico foi criado em 1926 através de um concurso realizado, onde vários profissionais e amadores participaram criando seus projetos. Os logotipos apresentados teriam sido avaliados por uma equipe de pintores, arquitetos, escritores e jornalistas, sendo seu resultado divulgado em 19 de novembro de 1926. A equipe vencedora era formada por um designer, um arquiteto e um desenhista, cujos nomes não obtivemos.&lt;br /&gt;O desenho da letra B entrelaçada à outra, encontra-se atualmente na fachada do prédio que é sede do Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro e que foi inaugurado em 1926.&lt;br /&gt;Já a marca da fachada e as demais no interior do prédio do Banco de Petrópolis foram alteradas grosseiramente segundo observações técnicas, provavelmente após a aquisição, mas não existem informações maiores da época sobre esta alteração.&lt;br /&gt;Ao lado do imponente prédio foi construído em 1929/30, na mesma extensão do terreno do extinto Hotel Bragança, um sobrado também de estilo eclético por outro famoso construtor da época, Álvaro Tavares Ferreira. Sobrado que serviu de sede à ‘Papelaria, Livraria e Tipografia Scarpa’. Já outro prédio, continuo, também construído por Álvaro na mesma data, 1929, sediou a famosa Ótica Haack de Rodolph Haack, conceituado fotografo na cidade no decorrer dos anos 20 aos 40.&lt;br /&gt;No lado posterior à Rua Alencar Lima e ao Banco, ainda em terrenos do demolido Hotel Bragança, outro sobrado de estilo eclético também foi construído após a demolição do Hotel, mais precisamente em 1925/26, e que serviu inicialmente ao Banco Ribeiro Junqueira, oriundo da Zona da Mata mineira, sucessores da Casa Bancária Ribeiro Junqueira Irmãos e Botelho criada em 1912, posteriormente sediando a diversas lojas conceituadas e escritórios nos anos 30.&lt;br /&gt;Não conseguimos confirmar a autoria do projeto deste sobrado, mas ao que tudo indica, possivelmente seria de autoria do mesmo J. Glasl Veiga, pois o sobrado que hoje é conhecido na cidade como 'prédio da CAEMPE', foi também um projeto de Veiga, tendo Manoel Joaquim da Costa e José Soares Sobrinho como construtores e foi destinado a abrigar o Hotel Rio – Petrópolis. Este prédio teve seu terceiro andar construído ao final dos anos 30.&lt;br /&gt;Não devemos nos esquecer que à frente do Banco do Brasil, no lado oposto da Avenida XV, atual Imperador, um tradicional conjunto arquitetônico que se apresenta foi construído ao final do século XIX. O primeiro prédio, para a administração pública do município pelo Presidente do Estado o Petropolitano Porciúncula, prédio que por longos anos sediou departamentos da administração pública e que recentemente foi cedido ao CEFET. Já o segundo, do ‘Banco Construtor do Brasil’, de arquitetura eclética construído pelo famoso empresário brasileiro do período, Franklin Sampaio, que também foi inaugu-rado por Porciúncula.&lt;br /&gt;O Banco Construtor administrava serviços como de iluminação e abastecimento na cidade de Petrópolis, foi o primeiro a pontear na região do corredor financeiro, mas sucumbiu ao processo de transição política nos anos 30.&lt;br /&gt;Ainda nas proximidades destes, mas precisamente no inicio da rua Marechal Deodoro no sobrado de no 29, onde atualmente possuímos a Confeitaria Sam Michele, prédio que foi especialmente construído em 1939 para sediar o Banco da Lavoura de Minas Gerais, e que pelo vulto que tomavam as comunicações na cidade, teve ao seu lado no 39 outro sobrado especialmente construído em 1929, para sediar em Petrópolis a Brasilian Telephone Co., que foi resultado da denominação que alcançara em 1923 a nova constituição acionaria da ‘Rio de Janeiro and São Paulo Telephone Company’. O prédio atualmente pertence a OI.&lt;br /&gt;Ainda com relação ao Banco de Petrópolis, podemos informar que a Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada BANCO DE PETROPOLIS, teve sua origem em reunião realizada em 1919 na residência do Cel. Antonio Antonino Condé, á rua Marechal Deodoro, e iniciou sua atividades no prédio nº 734 da então av. 15 de Novembro no mesmo ano de 1919.&lt;br /&gt;Em 12 de outubro de 1923 inaugurou suas novas instalações em prédio próprio na mesma avenida no edifício de no. 96.&lt;br /&gt;Já o novo prédio no no. 940 da Avenida XV de Novembro, a empresa iniciou seu funcionamento em 12 de junto de 1928, sendo que 29 de janeiro de 1931, justamente após o movimento revolucionário de 1930, suspenderam seu funcionamento e entrou em liquidação judicial que foi requerida pela Sociedade Cooperativa de Responsabilidade limitada Banco de Petrópolis.&lt;br /&gt;Um ano após a liquidação, exatamente em 01 de fevereiro de 1932 o Banco do Brasil iniciou seu funcionamento e continua até hoje, quando anunciou sua transferência para outro local, assim como também que cederá o importantíssimo prédio para a administração municipal.&lt;br /&gt;Nossa preocupação se processa com a forma com que as ocupações destes magníficos monumentos patrimoniais e arquitetônicos vêm se realizando, como o do histórico corredor financeiro petropolitano.&lt;br /&gt;Aguardamos que a CEF organiza-se um Centro Cultural para o palacete de Paula Buarque; esperamos que para o prédio do Construtor, outro centro cultural fosse criado como pálida promessa proferida à comunidade; e há tempos o Centro Cultural do Banco do Brasil, CCBB, defendia com heroísmo sua presença para o prédio em questão, o que valorizaria o centro histórico e enriqueceria nossa comunidade e sociedade.&lt;br /&gt;Agora, as informações transformam-se mais uma vez em registro memorialístico por nossa imprensa e a ameaça de ruína ao patrimônio se sucede mais uma vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8919380944795393874-49895626253113105?l=petropolisnoseculoxx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/49895626253113105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8919380944795393874&amp;postID=49895626253113105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/49895626253113105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/49895626253113105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/2010/05/de-banco-de-petropolis-banco-do-brasil.html' title='DE BANCO DE PETRÓPOLIS À BANCO DO BRASIL'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874.post-2435457407501951327</id><published>2010-01-29T05:58:00.000-08:00</published><updated>2010-05-22T14:40:35.382-07:00</updated><title type='text'>A GRIPE ESPANHOLA EM PETRÓPOLIS</title><content type='html'>CONTRIBUIÇÃO À HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA EM PETRÓPOLIS:CONTRIBUIÇÃO À HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA EM PETRÓPOLIS:A GRIPE ESPANHOLA E A QUESTÃO SANITÁRIA EM PETRÓPOLIS[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;"O que se está passando na Saúde do Porto da nossa capital é simplesmente assombroso. Os navios entram infeccionados, os passageiros e tripulantes atacados saltam livremente contribuindo para contaminar cada vez mais a cidade, não soffrendo os navios o mais rudimentar expurgo!( Rio Jornal, 11 de outubro de 1918) [2] &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Enquanto o governo faz annunciar que a epidemia declina, o povo soffre as aperturas deste afflictissimo momento - tudo fechado! Não ha pão, não ha remedio, não existem os generos de primeira necessidade. Os donos dos armazens, apavorados com a tranquibernia do Comissariado entendem que o melhor é ter os seus estabelecimentos fechados.( A Razão, 23 de outubro de 1918)[3] &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Nessa hora de incerteza dolorosa, premido pelo grito de piedade que vinha de todos os lados, o presidente da Republica appellou para o Sr. Carlos Chagas e entregou-lhe a organização dos serviços de soccorros hospitalares. Era o gesto que se reclamava; foi o primeiro signal de confiança e de conforto moral.O grande sabio patricio em quem Oswaldo Cruz presentira a capacidade e cuja vida, em um esforço continuo, não tinha servido senão para minorar o soffrimento alheio, iniciou com vigor immediato, proprio á sua natureza activa, a cruzada humanitaria, e sem preoccupações exhibicionista, nem alardes inuteis, começou a luta contra o mal terrificante. (...)A Carlos Chagas nós devemos o jugulamento rapido da "grippe".(UM GRANDE benemérito da cidade. A Rua, Rio de Janeiro, 9 jul. 1919. )[4] &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;(... algumas dezenas de cadáveres, uns nus, outro embrulhados em lençóis, com a cabeça de fora, outros vestindo roupas de todas as cores e feitios. Os carros transbordavam, e com as trepidações dos motores, todos aqueles corpos inanimados se mexiam, abrindo e fechando os braços, descambando as pernas e a cabeça, em gestos macabros e horripilantes, de quando em quando os empregados do necrotério traziam debaixo de cada braço, o cadáver nu de uma mocinha, de uma criança, de um velho...”(in, Azevedo, J. Soares de, in, Espanhola? Não Humana, Revista Vozes, Petrópolis, 1918)[5]&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros recortes acima evidenciam o lado negro da “espanhola” no Rio de Janeiro, como uma epidemia que se alastrou a principio no centro do Rio nas áreas mais pobres a partir do Cais do Porto, seguindo em direção aos bairros operários, industriais, nos cortiços, onde a população era alvo fácil pela sua situação nas condições de moradia e alimentação o que conduzia fatalmente a falta de imunidade. Por outro lado os mesmos recortes evidenciam o trabalho de Carlos Chagas, que a exemplo de Oswaldo Cruz, foi um batalhador incansável na luta pela saúde pública.[6]Petrópolis também teve seus ídolos quanto ao combate a epidemia e desenvolvimento de uma consciência de saúde pública. Aqui, outro discípulo de Oswaldo Cruz se notabilizou de forma incansável, o venerado, Cardoso Fontes.[7] Já a cena descrita por J. Soares, nos fornece um testemunho vivo e estarrecedor dos efeitos da epidemia em nossa terra. Epidemia que supostamente oriunda de Dakar se propagou rápida e fulminantemente pela Europa, Ásia e América, deixando como saldo aproximadamente 20 milhões de mortes em todo o mundo e afetou a cerca de um bilhão de indivíduos. Somente nos EUA morreram 500.000, e, na Índia com suas cidades superpovoadas e população subnutrida, dizimou doze milhões, em cálculos gerais, aproximadamente 4% dos habitantes do país à época. Holocausto superior ao da Primeira Guerra, onde os agentes sub-microscópicos tiveram potencial de destruição superior a toda a munição presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A GRIPE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bibliografias médicas, citam que qualquer gripe por si, raramente chega a causar a morte, e que seus efeitos letais decorrem muito mais de complicações respiratórias, tais como a bronquite e a pneumonia, e que seu caráter virótico não deve ser desprezado. Pois a “Espanhola”, como gripe, se apresentou como uma anomalia dentre as várias espécies de vírus, o que nos fornece uma possibilidade ínfima de que volte a se repetir, mas que para seu tempo, em uma época de escassos recursos tanto na ciência bacteriológica, como de higiene e saúde para a população mundial, já atordoada pela guerra e pela fome, esta se processa de forma estarrecedora. Sua letalidade atinge geralmente pessoas com idade superior a cinqüenta anos e as de pouca idade, que são caracteristicamente as que possuem pouca resistência orgânica a infecções pulmonares.&lt;br /&gt;Além disso outro fator de vulnerabilidade ante a enfermidade, é a debilidade orgânica, seja esta por doenças ou principalmente por subnutrição, onde as complicações podem ser fatais. Voltamos a alertar para a situação da humanidade neste período, a qual chegava esgotada ao final de uma Grande Guerra, onde a maioria de sua população encontrava-se desempregada e faminta, não importando as regiões, e com um cenário habitacional de extrema insalubridade. Tal fato se confirma se observamos descrições dos nossos centros urbanos de então, onde a maioria da população pobre e operária habitavam “cortiços” desprovidos de quaisquer organizações higiênicas ou sanitárias, acusando altos índices de insalubridade, além de serem atingidas também pelas péssimas condições de trabalho nos estabelecimentos industriais de então. Os apontamentos médicos ainda citam que outra categoria de pessoas expostas a perigo maior são as de gestantes e bebês, que na maior incidência da gripe coincide com as de aborto e mortalidade perinatal como constataremos em nossas analises. PAINEL DE 1918 Eram tempos no Brasil onde se discutia a saúde do Conselheiro Rodrigues Alves, a decisiva derrota alemã. O café seguia em alta, os negócios com minério, uma maravilha, e a exportação abarrotando os cais e armazéns.Em Petrópolis, como não podia deixar de ser, a Grande Guerra era freqüentemente comentada nos jornais, que abordavam a influencia da mesma no destino da sociedade mundial. Os pleitos eleitorais de março eram debatidos salientando-se a derrota do Partido Municipal. Ocorriam festivais artísticos promovidos pela Escola de Musica Santa Cecília, e as conferencias promovidas pelo Círculo de Imprensa, atingiam o clímax intelectual no município. Por outro lado enquanto as indústrias locais participavam com sucesso na Exposição Industrial da Capital Federal, o que lhes abria grande mercado, se alastravam as greves em seus estabelecimentos mostrando a delicada situação social e trabalhista do operariado petropolitano, ante a exploração e opressão no interior dos estabelecimentos[8], situação que coincidia com a carestia dos gêneros de primeira necessidade.O célebre “31 de agosto”, não distava em muito na lembrança da comunidade petropolitana, quando alimentos escassearam e ocorreram estoques ilícitos por parte de inescrupulosos comerciantes, o que resultou em revolta, invasão e saque dos estabelecimentos por populares. Para agravo ainda maior deste quadro, é nomeado par o recém criado Comissariado Federal para Alimentação, o então presidente da Câmara Municipal de Petrópolis, Dr. Leopoldo Bulhões, personagem exaustivamente criticado pela oposição e acusado de envolvimento com as Associações de Comerciantes.Neste clima de ebulição, Bertho Conde e Luciano Tapajós, advogado e médico, respectivamente, ambos jornalistas no Diário da Manhã e em O Comercio, escreviam artigos polêmicos em defesa do operariado ao passo que nestes e em outros periódicos locais, caso mais enfático da Tribuna de Petrópolis, se discutia acirradamente o crucial problema do Sistema Sanitário Municipal e o também polêmico Código Sanitário, cuja questão se originara na administração do prefeito Oswaldo Cruz, herói da luta contra a febre amarela no Rio de Janeiro, e de polêmica postura na famosa “Guerra da Vacina”. Código este que foi posteriormente defendido pelo então Inspetor de Higiene de Petrópolis e também discípulo de Oswaldo Cruz, e autor do Código, o dr. Antonio Cardoso Fontes, que encontrara inúmeras barreiras na comunidade petropolitana para aprovação deste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PETRÓPOLIS: A QUESTÃO SANITÁRIA &amp;amp; A GRIPE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era a primeira vez que uma epidemia nos atacava, segundo estudos de Walter Bretz, em 1855, em apontamentos da Diretoria da Colônia, Petrópolis foi vitimada pela pandêmica “Cólera Morbus”, trazida ao Brasil pela embarcação portuguesa “Defensor”, que aportou no Ceará lotada de coléricos.&lt;br /&gt;Ao invadir a cidade a pandemia, assolou intensamente o bairro do Bingen, à época o mais pobre de Petrópolis, e com uma população essencialmente de colonos. O número de habitantes então era estimado em aproximadamente cinco mil pessoas, sendo que destas, oficialmente 360 foram dadas como infectadas, alcançando a cinqüenta o número de mortos[9]. Já a época, segundo palavras de Bretz, o aparelho sanitário da então colônia era extremamente deficitário[10]. Quanto a “espanhola”, esta apareceu na primeira quinzena de outubro de 1918, sendo que sua primeira vitima fatal foi o prof. João de Deus Filho, falecido no dia 19. Até então, nosso índice de mortalidade era o de uma média de aproximadamente 260 óbitos por trimestre, sendo detectável nesta, a maioria de ordem de doenças do aparelho respiratório, com grande incidência para a tuberculose, e resultando em uma proporção de 2 à 3 por dia, e atingindo no trágico quarto trimestre de 1918, a média de 12 óbitos diários. Isto, em uma população que era estimada à época em vinte e cinco mil habitantes[11]. Antevendo-se ao faustoso acontecimento, grupos da cidade lutavam pela aprovação do Código Sanitário do dr. Cardoso Fontes, sendo que em 25 de julho em sessão ordinária na Câmara Municipal, o projeto do código que continha 182 artigos é encaminhado, entrando na pauta de discussões no dia 29. Trava-se então pequena batalha na comunidade por sua aprovação. A Liga do Comércio após uma rápida análise aprova-o e colabora. Na imprensa forma-se um bloco de defesa e apoio, contrapondo-se as críticas que se vinham processando no seio da comunidade, pois muitos dos artigos deste código diziam respeito a um zeloso policiamento sanitário de maneira maliciosa diziam ser um atentado à intimidade do indivíduo e de sua família, propagando idêntica a realizada contra Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro. Na realidade ele ia de encontro aos interesses de escusos comerciantes, os de caracteres de "fundo de quintal" onde alimentos e até carnes-verdes[12], sem quaisquer processos de fiscalização em seus recursos higiênicos de produção e venda eram comercializados livremente para prejuízo da população. Junte-se a isto o problema dos estábulos o de produção e distribuição de leite, cujas fontes eram vacas doentes e em sua maioria vadias, isto em tempo onde a febre aftosa começava a grassar. E o da fiscalização sanitária nos cortiços que careciam de qualquer organização higiênica. "... apesar das qualidades naturais, nós não possuímos higiene. É dura a verdade. Petrópolis tem-se conservado indene de epidemias por puro milagre..." [13]Já surgiam inúmeros casos fatais de "Espanhola" no Rio e em Niterói, e a Tribuna de Petrópolis, em 3 de outubro, como que em tom de alerta publica em sua primeira página longa entrevista com o bacteriologista e sanitarista, Dr. Cardoso Fontes: "... Entre nós não vejo motivos para receios tão grandes... mas nem por isso devemos ser menos cautelosos... - Devemos não descurar o problema da higiene pessoal e domiciliar. Isso é importantíssimo. Nós vemos que a maioria dos casos fatais se têm dado em lugares poucos limpos e onde é grande a aglomeração de pessoas ..." Fala da necessidade de recursos para a organização do serviço municipal de higiene, ressaltando a importância da aprovação do Código para um efetivo combate, e que aprovado, em trinta dias de repartição estaria funcionando com regularidade e em quatro meses de trabalho observaríamos os resultados. Para reforçar a proposta ele acrescenta: "... breve publicaremos o boletim demográfico sanitário cujas cifras são assustadoras, ... inacreditável: em Petrópolis no mês de fevereiro, o índice de mortalidade foi de 30,48 por 1000 habitantes, em março de 25,41. A média costuma variar entre 10 e 14 por 1000. Somente em cidades reconhecidamente insalubres ela atinge os números que aqui se observam".Já seguiam de forma alarmante as informações sobre a epidemia no Rio de Janeiro em 11 de outubro, se apresenta em Petrópolis o primeiro caso. Um soldado do 5o. Batalhão do Exército, que se encontrava em visita a sua família em Cascatinha, adoece. Os jornais, alertam: “... A ser verdadeira a informação, compete a Inspetoria de Higiene tomar providências a fim de que o mal não se propague..."[14]No dia 12 estende-se a possibilidade de oito casos. Daí em diante, as notícias não são nada agradáveis, pelo contrário elas tornam-se alarmantes. Somente no dia 16 a Inspetoria toma a iniciativa de desinfectar casas onde existiam enfermos. O mal já se alastrava no meio operário, nas fábricas São Pedro de Alcântara e Dona Anna (Morin) alguns já haviam se retirado para suas residências já e calculando em cerca de 200 pessoas atacadas em toda a cidade. Na imprensa dominavam as receitas médicas "caseiras" ou não. Em sua maioria essencialmente de higiene pessoal, além dos de uso medicinal como: gargarejo com solução de ácido tímido ou suco de limão, óleo gomenolado ou vaselina mentolada, sal de quinino ou pastilhas, lavagem intestinal de malva com macela, emplastos de farinha de linhaça com mostarda, camomila, soluções homeopáticas para dores, chá de sabugueiro com caroba e casca de limão galego, entre muitos outros. Republicavam-se também receitas já estampadas em jornais cariocas[15]. Se por um lado alguns jornais impressionavam a população com notícias alarmantes e de influência na opinião pública, outros procuravam amenizar o efeito não acentuando a gravidade: "...o receio que tanto abate o moral predispondo para aumentar as condições de receptibilidade de certos indivíduos, deve se transmudar na sensata resignação de se suportar alguns dias de incômodo"[16] Porém a realidade já ia bem outra, onde os exageros chegavam à estranha profilaxia pelo álcool, - cálices de aguardente com limão, habituais - o que conduzia a uma depressão acentuada, e em uma análise dos óbitos[17] do período encontraremos alguns determinados pela ingestão excessiva de álcool.As medias tomadas pela administração munícipe em conjunto com a Inspetoria de Higiene foram no sentido de impedir o alastramento da moléstia e fornecer os primeiros socorros a população. A primeira foi a de fechar as escolas municipais e estaduais (estas em telegrama enviado a Presidente do Estado), a nomeação imediata dos Srs. Hugo Silva e Vital Fontenele para auxílio do Dr. Cardoso Fontes, e reabertura do Hospital de Isolamento e recolhimento para o mesmo dos enfermos mais pobres. No Palácio da Prefeitura é criado um posto de urgência onde além de atuar o Dr. Hugo Silva, auxilia o Dr. Ernesto Tornaghi, onde a prestação de socorros se realizaria, podendo ser tanto na via pública como a domicilio. Porém estas medidas não bastavam, a situação da população era extremamente delicada ante o momento de crise e excessiva carestia, não podendo assim a maioria comprar os medicamentos indispensáveis ao tratamento. A ajuda oficial fez-se então por intermédio do Comissariado para Alimentação, que publicou no Diário Oficial, de 17 de outubro, tabela exclusiva de gêneros de primeira necessidade, mandada executar pelo comissariado em nosso município[18].Na Delegacia de Polícia vários detentos são vitimados. Em Pedro do Rio e demais distritos, já se acusam diversos casos, o que já demonstrava a extensividade do mal no município. Vários falecimentos já se faziam sentir, inclusive dos que não conseguiam obter assistência médica[19]. Insistentemente a Tabela de Preços do Comissariado continua a ser publicada, devido ao seu não cumprimento. E para prejuízo do aparelho sanitário da cidade três médicos contraem gripe: Paulo Figueira Mello, Aroldo Leitão da Cunha e Paula Buarque. Ante esse fato, e o de que outros médicos se encontravam ocupados em suas clínicas particulares, o prefeito Dr. Oscar Weinschenck, solicita à Diretoria Geral De Saúde Pública Do Rio De Janeiro a vinda de três residentes, o que não se consuma, em virtude dos acontecimentos no Rio de Janeiro serem de maior gravidade e o de que toda classe médica local ser extremamente necessária. Em contrapartida, Weinschenck, chama quatro praticantes de farmácia em Juiz de Fora, e abre outros postos médicos na cidade. Petrópolis começa a parar, suas fabricas se encontram fechadas, inúmeras casas comerciais com suas portas cerradas. É suspenso o serviço telefônico para o Rio, o jornal Diário da Manhã se vê obrigado a deixar de circular, é um dos primeiros jornais a parar e consequentemente não voltando mais a ser impresso. Filas nas farmácias e drogarias: na Fluminense de Rubens de Andrade, na Hanemanianna, de M. J. Costa, na de Oliveira Leite, na Macieira de Barrozo Jr. e na Homeopática do Dr. Murtinho. Nos indicadores de serviços e classificados dos jornais, dominavam os anúncios farmacêuticos e de laboratórios. Anúncios de vendas de terrenos, residências e aluguéis - o que caracterizava a fuga, ao lado de extensos obituários. O Comércio em sua edição de 7 de novembro, assinala ser a primeira semana de novembro mais aguda, chegando segundo seus registros a uma média de 36 óbitos nos dias mais graves. O Dr. Cardoso Fontes também contrai a doença, ao passo que a Inspetoria De Higiene vê sua ação estendida além de seus limites - Meio da Serra e Magé[20]. O flagelo era evidente, e a ciência médica vivia seu grande momento de incerteza no combate ao mal. Isolação do vírus? Vacinação ou não?Não havia pão e os açougueiros se viam na impossibilidade de fornecer carne, era a fome que se associava. Ocorria a fuga dos cariocas, e com esta o rastilho epidêmico aumentava. No Rio cadáveres abandonados nas estradas em princípio de decomposição, nos cemitérios vários corpos aguardando a sepultura e que com o calor inchavam e arrebentavam os caixões, expondo-se as vísceras[21]. Em Petrópolis também não diferia a situação, a crise afeta aos cemitérios que sem coveiros se via num tráfego intenso e contínuo de caixões. Nos últimos dias de novembro, já se conta com o estertor da epidemia, o número de falecimentos começa a entrar em queda, registrando-se a média diária de 10 óbitos[22]. Em dezembro já se mostrava modificado o quadro, com o restabelecimento de muita das atividades publicas, é a volta a normalidade nos serviços e na vida da comunidade. Porém ficam as cicatrizes no enlutamento de diversas famílias e da sociedade em geral, onde permaneceram cenas muitas vezes macabras, dolorosas e inesquecíveis. Como sintomas desta "normalidade" observamos a pronta aprovação do Código Sanitário por parte dos vereadores, e resultados surpreendentes da atuação do mesmo: "Fiscalização surpreendente da polícia sanitária, fechando estabelecimentos, fiscalizando domicílios públicos e particulares, vacinando, desinfectando, e atuando com rigor no MATADOURO MUNINCIPAL"[23] E os óbitos de janeiro publicados de forma vitoriosa nas primeiras páginas, a confirmar falecimentos por moléstias transmissíveis 20, e por não transmissíveis 32. "Era a calmaria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESULTADO: DADOS ESTATÍSTICOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados veiculados pela imprensa foram realmente impressionantes havendo até quem os avaliasse a milhares, no que foi necessária a interferência da Inspetoria de Higiene, oficializando os números segundo suas próprias fontes, em publicação dos Boletins De Estatística Demográfico Sanitária[24], onde verificamos um relativo atraso, pois a publicação se realizava trimestralmente com regularidade. Passemos a analise do próprio:Os dados disponíveis no boletim abrangem os meses de outubro, novembro e dezembro de 2928, coincidentemente o referido trimestre assolado pela epidemia. Situa o índice de óbitos em um total de 648, sendo que destes 425 referentes somente a cidade, Petrópolis propriamente dita, e o restante entre os distritos - notando-se que São José do Vale do Rio Preto alcançou o mais alto índice entre estes, 116.O coeficiente anual de óbitos por cada 1000 habitantes, em setembro fora de 7,61, passando para em outubro a 31,80 e alcançando o fantástico número de 71,53 em novembro, entretanto em seu último mês descendo a 13,76. Ao procurarmos apurar a seriedade dos dados, tentamos refazer a contagem dos mesmos nos atestados de óbito que se encontram depositados no Arquivo Histórico Municipal, para nossa surpresa este índice sobe a 760. Além de atestarmos uma enorme alta nos falecimentos registrados por doenças aéreas, tais como bronco-pneumonias, tuberculoses, e outras. Também constatamos uma excessiva taxa de natimortos, casos de raquitismos (raridade), ingestão excessiva de álcool, três suicídios e alguns falecimentos de ordem desconhecida, o que caracteriza que o registro ultrapassa o número de vítimas de ordem direta que foram atacadas pelo infausto, porém comprovando a maneira como e sobre a mesma ocorreu e repercutiu[25]. Porém o que realmente chamou a atenção no decorrer desta pesquisa dos dados foi nos depararmos com o número elevado no período de pessoas de classe alta cujo atestado de óbito registrava falecimentos por doenças aéreas, tais como bronco-pneumonias, tuberculoses, e outras. Na época muitas bronquites registradas como “capilares”, eram casos clássicos para dissimular uma morte por “espanhola”, isto, pois a grande maioria que morria vitima da gripe era de origem miserável, sendo classificada a principio como “doença de pobre”, o que evidenciava o preconceito de então. Este fato na data da publicação do artigo, meados dos anos 80 do século XX, coincidiu com o preconceito evidenciado e constatado pela maioria das famílias de classe alta no mundo com relação a morte pela “aids” que era ao tempo classificada como "doença de homossexual”[26]. BIBLIOGRAFIA Fontes Primárias: REGISTROS DE ÓBITOS dos anos de 1917 a 1919, pertencentes ao ARQUIVO HISTÓRICO MUNICIPAL; RELATÓRIO DA DIRETORIA da Colônia Imperial de Petrópolis, MUSEU IMPERIAL; CÓDIGO SANITÁRIO de 1919, BIBLIOTECA MUNICIPAL; JORNAIS pertencentes à HEMEROTECA PÚBLICA do ARQUIVO HISTÓRICO MUNICIPAL; Fontes Secundárias: VÁRIOS, Coleção de publicações da COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DE PETRÓPOLIS, Petrópolis, 1943, BIBLIOTECA MUNICIPAL; ALBUQUERQUE, Manoel Maurício de, PEQUENA HISTÓRIA DO BRASIL, Ed. Paz e Terra, RJ, 1982; VERONESE, Ricardo, DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS, Guanabara Koogan, RJ, 1972.&lt;br /&gt;[1] Ensaio publicado na primeira página do segundo caderno da Tribuna de Petrópolis, em 14 de agosto de 1983.[2] Recorte inserido em 2003[3] Ibid[4] Ibid[5] Recorte original de 1983[6] inserido em 2003[7] Ibid[8] notas no jornal operário de então, A Ordem, de Bertho Antonino Conde, que abertamente denunciava as condições de opressão em que eram colocadas as operárias petropolitanas nas industrias locais.[9] Boletim da Diretoria da Colônia.[10] In, Reminiscências Petropolitanas, Tribuna de Petrópolis, 15-12-1918.[11] Pesquisa realizadas nos relatórios publicados pela Tribuna de Petrópolis, e confirmados segundo avaliação dos óbitos do período depositados no Arquivo Histórico Municipal. [12] Carne-verde, era a denominação para carne-fresca na época, dos Matadouros Municipais brasileiros, o que havia de mais higiênico e sanitário em termos de abate com controle das autoridades públicas.[13] O COMÉRCIO, 26-09-1918, In, A Junta de Higiene[14] DIARIO DA MANHA, 11 de outubro de 1918[15] como o JORNAL DO COMÉRCIO[16] in, DIÁRIO DA MANHÃ[17] atestados de óbito sob guarda do Arquivo Histórico Municipal[18] DIÁRIO DA MANHÃ, 18-10-1918[19] DIÁRIO DA MANHÃ, 19-12-1918[20] O COMÉRCIO, 14-11[21] in, J. SOARES d'AZEVEDO, Revista Vozes, dezembro de 1918.[22] O COMÉRCIO. [23] Noticiário dos jornais[24] Tribuna de Petrópolis, 12-06-1919[25] Nota do Autor Em 2003[26] Ibid.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8919380944795393874-2435457407501951327?l=petropolisnoseculoxx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/2435457407501951327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8919380944795393874&amp;postID=2435457407501951327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/2435457407501951327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/2435457407501951327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/2010/01/contribuicao-historia-da-saude-publica.html' title='A GRIPE ESPANHOLA EM PETRÓPOLIS'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874.post-2257057023655443387</id><published>2010-01-16T16:14:00.001-08:00</published><updated>2010-01-16T16:14:56.624-08:00</updated><title type='text'>O PREFEITO DEMISSIONÁRIO E OS CONFLITOS DE RUA - 1934</title><content type='html'>CONTRIBUIÇÃO À HISTÓRIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PREFEITO DEMISSIONÁRIO &amp;amp; OS CONFLITOS – 1934[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cabe-me informar à Liga do Comércio, que no dia nove do corrente, cumprindo a missão que me foi dada, fui pessoalmente entregar ao Exmo. Sr. Dr. Getúlio Vargas a mensagem que por intermédio do da classe comercial, a população de Petrópolis fez ao Exmo. Sr. Presidente do Governo Provisório, para que sua estação de repouso fosse feita nesta encantadora e hospitaleira cidade.Recebido no Palácio Guanabara por S. Excia. e depois de fazer-lhe o apelo em nome da população e em nome do governo da cidade, mostrando-lhe a honra e o entusiasmo com que o povo petropolitano o receberá, S. Excia. respondeu-me que recebia o apelo com grande satisfação e provavelmente em fevereiro, depois de resolver as questões relativas ao orçamento e após seu regresso de Minas , virá fazer sua estação de repouso em Petrópolis. Atenciosas saudações. Yeddo Fiuza – Prefeito.”( Tribuna de Petrópolis, 18 de janeiro, 1931)&lt;br /&gt;O texto reproduzido da Tribuna de Petrópolis procura destacar a importância concedida pelo interventor recém nomeado para Petrópolis, Yêddo Fiúza, quando de sua visita ao presidente para entregar-lhe a carta da Liga de Comércio, solicitando que Vargas continue a presenciar a cidade com a sua visita como fizeram os demais Presidentes da Republica em seu veraneio que o antecederam. Semelhante, exalta a importância que Fiúza devotava ao mesmo, e que faria politicamente com que fosse seu esteio administrativo nesta nova empreitada[2]. Petrópolis foi, durante o período Republicano, palco de inúmeros movimentos que, pela sua intensidade, se transformaram em verdadeiros conflitos, por vezes até sangrentos. Sendo os mesmos, até o presente momento não estudados. Motivos?  Talvez possam ser explicados pelo comportamento e visão tradicionalista germânico que tenha invadido nossos estudos históricos locais, ou simplesmente porque os mesmos fatos possam reabrir cicatrizes ainda existentes no seio de determinados grupos sociais que, durante décadas, mantiveram sob sua tutela a comunidade petropolitana. Mas, o indubitável é que quando os fatos forem cientificamente pesquisados a luz das ciências, talvez possa determinar questões de vital importância como o da paralisação de nossos movimentos econômicos, sociais, políticos e artísticos. Esperamos que não se veja nesta introdução, atos de manifestação contrários à nossa formação, ou mesmo a tudo aquilo de que se forjou a nossa sociedade, mas apenas uma “chamada cientifica” ao reestudo dos fatos que por vezes interpretados à sombra de herméticos conceitos e que conseqüentemente inibiram nossos atos, o que resultou em uma estagnação temporal de nossa produtividade social. Entre os inúmeros e “silenciados” fatos que compõem o nosso acervo histórico, está o ocorrido em fins de 1934 com o Prefeito-interventor designado pelo grupo que procedeu a Revolução de 1930, dr. Yeddo Fiúza, engenheiro, e que obteve total repercussão e participação, não somente no âmbito da comunidade, como também projeção na capital e em outros estados da Federação, que talvez, por si só, se credencie a um dos capítulos mais importantes de nossa História política.&lt;br /&gt;ANTECEDENTES&lt;br /&gt;Assim como a proclamação republicana não abalou os alicerces da estrutura política de nossa comunidade, a Revolução de outubro de 1930 não obteve, por si mesma, significativas adesões em nossa comunidade em seu primeiro momento. Não interferindo a não ser pela via administrativa, no comportamento de nossa sociedade.Isto talvez possa explicar pelo grau de paternalismo político de determinados grupos aristocráticos, impunham à sociedade. Assim desde o estranhado coronelismo tradicionalista fruto da Guarda Nacional, até a determinadas famílias “abastadas”, que aqui se faziam presentes com suas empresas e tradições e seus suntuosos palacetes. Era a época dos “coronéis de punho-de-renda”, que associados aos demais e refugiando-se no Partido Republicano Fluminense, faziam do mesmo seu hino e propaganda de pseudoliberalismo. Sufocavam quaisquer movimentos de contestação que porventura aparecessem e lhes estorvassem a liderança local, como o ocorrido com o movimento operário que sucumbiu a estas e outras diversas pressões.Esta tutela política chegara a tal ponto que diversos grupos se intercalavam no poder, chegando em ultimas instancias a verdadeiras disputas sob as mais tradicionais formulas, tais como jaguncismo, assassinatos, tiroteios e outros [3], formulas comuns ao “voto de cabresto”, aos “currais eleitorais”. São, em perspectiva, formas sinônimas às demais aplicadas pelo restante interiorano do país, e que suprimiam quaisquer “ninhos” de protestos das populações pobres, ignorantes e operárias.Teremos também de relevar o nosso comportamento inconstante no seio administrativo de nossa comunidade. É que hoje computados 125 anos de administração, seja pela Câmara ou pela Prefeitura, obtivemos a média de 240 administradores, entre Presidente de Câmara, substitutos, intendentes, Prefeitos, Vice-prefeitos e interventores. Uma proporção de 1,9 administradores por ano, ou melhor, um a cada oito meses e meio. É fato, que se deve praticamente os 50% dessa inconstância às mudanças ocorridas na estrutura político-administrativa de nossa federação, porém, não se eliminam, também, as nossas culpabilidades.Retornando ao assunto em perspectiva, assinalaremos demais características registradas e encontradas no município, tais como, fraudes eleitorais, cancelamentos de diplomas eleitorais sob coação, os currais eleitorais e o “voto de cabo-de-enxada”, que encontraram como já assinalado, representatividade.&lt;br /&gt;“Moreirismo”  X “Buarquismo”&lt;br /&gt;Ao final da década de 20, Petrópolis se encontra às voltas com as disputas nas hostes do Partido Republicano Fluminense local. São os “moreiristas”, partidários do Vereador e Senador, dr. Joaquim Moreira [4], e os “buarquistas”, seguidores do ex-prefeito dr. Paula Buarque. Era a política de interesses, que com as “alegadas fraudes” nas eleições de 1929, chegam ao ápice da discussão, com o tiroteio no interior do Café Central, posteriormente Loterias Joãozinho e atualmente Papelaria Semadri, e que, segundo jornal da situação na época [5], é visto como assassinato e, por outro caracterizado como “uma disputa de armas”. É fato, porém, que neste episódio sucumbe o filho do então Capitão João Duarte da Silveira, tabelião local, Radetzky Duarte da Silveira, com um tiro disparado por Boaventura de Azevedo Coutinho, vulgo “Capitão Vivi”. O primeiro era das hostes do “buarquismo”, e o segundo “moreirista”. O motivo do episódio teria sido o cancelamento, na véspera, da diplomação eleitoral do Prefeito Romão Jr., também pertencente ao grupo “moreirista”, em favor de Ary Barbosa. Fato é que, “buarquistas” alegavam vingança pela morte do Motta na posse de Paula Buarque.Com a Revolução de 1930, o esfacelamento partidário se concretiza, resultando no engajamento das várias correntes sob siglas diversas. Os remanescentes do “buarquismo”, se filiam ao Partido Popular Radical, o PPR, chegando até mesmo a elegerem membros nas eleições de 1933 destinadas a formação da Assembléia Nacional Constituinte. - A este partido estavam filiados políticos como: João Duarte da Silveira, Arthur Barbosa, Alcindo Sodré, entre muitos outros. Já os “moreiristas”, aliados a outros grupos, se unem ao Partido da União Progressista. Existiam outras agremiações políticas tanto no Estado como no município, porém de reduzidíssima expressão, o que não chegava a ameaçar as grandes e poderosas lideranças. Observação se faça ao importantíssimo papel da imprensa que tutelada por estas lideranças, em uma efetiva propaganda política, conseguia manobrar a população, sempre a colocando como arma a favor de suas aspirações.&lt;br /&gt;1934&lt;br /&gt;Ano marcado pela promulgação da Constituição pela Assembléia Nacional Constituinte instalada no ano anterior. Ano em que o Congresso Nacional elege indiretamente, Getulio Vargas, Presidente da República.Para Petrópolis, é um ano onde o comportamento administrativo, tanto na área Estadual como na Municipal, ganham no politicismo as irreverentes participações. Ele se inicia ao som da greve dos funcionários dos Correios &amp;amp; Telégrafos, e entra mais em ebulição quando em maio cresce a célebre questão do Banco Constructor, que, com discussões acaloradas, dominarão o ano e as manchetes dos jornais [6] e nos conduzem aos fatos que nos são título.É o Banco Construtor, desde a primeira década do século, sob contrato com a administração municipal, a administradora dos serviços de energia no município. Havia um grande débito da Prefeitura com o contratado, e era alegado que o Banco Construtor cobrava taxas exorbitantes. Em maio, por intermédio do decreto no. 452, o Prefeito-interventor, Yêddo Fiúza, rescinde o contrato entre o Banco e o município para o fornecimento de água e luz, abrindo logo a seguir, pelo decreto de no 457, de julho, crédito para a administração do fornecimento de novos serviços.Em agosto, a greve dos funcionários da Leopoldina, toma espaço nos jornais, sendo acompanhada por noticias da criação do Partido Petropolitano Independente [7]. Seguem-se-lhe, boatos da formação de um Partido Nacional, com todos aqueles que retornaram do exílio. Repercute também a eleição de Adolf Hitler na Alemanha. Porém as manchetes mais destacáveis são os da péssima administração do Secretario de Obras do município[8], o que o conduz à demissão, e as da greve nos serviços de força e luz, que paralisa o fornecimento para o município. Isto leva o Prefeito a solicitar a intervenção da CBEE no restabelecimento do fornecimento, causando-lhe sérias acusações de estar simplesmente querendo substituir a empresa administradora dos serviços por outra que lhe tivesse mais simpatia. Durante dias as acaloradas discussões vagueiam pelos editoriais dos jornais. Setembro inicia-se com a caravana do Partido Socialista Fluminense em Petrópolis, e, de sua pequena convenção, saem como representantes locais: Cícero de Matos, Silvio de Mattos e Carlos Paixão.A questão energética retoma seu espaço politicamente com os boatos de que Fiúza pretendia deixar o cargo. Várias categorias profissionais petropolitanas e suas respectivas associações se mobilizam e resolvem lhe hipotecar solidariedade e se movimentam apelando ao Presidente da República e ao interventor estadual para que mantenha Fiúza no cargo. Para tal foram alegadas por estes grupos, obras de vulto e o saneamento das finanças municipais, enfim, de uma “esmerada administração”.Os boatos, contudo, não se concretizam e o ritmo eleitoral se impõe. Nas eleições, vitórias são alcançadas pelo Partido da União Progressista, que lança por Petrópolis, Romão Jr. e Eduardo Duvivier respectivamente às Câmaras Estadual e Federal.Alicerçados com esta vitória, o Partido da União Progressista, com o apoio de segmentos classistas, parte para seu fortalecimento no município, apoiando Fiúza que, até a presente data se mantivera sem nenhuma pretensão a filiação e que sofria com a questão do Banco Construtor severos ataques. Criam, para tal, a UP – União Petropolitana, pretextando a defesa de Fiúza e utilizando ruidosamente um poderoso veículo, a imprensa. Assim, durante várias semanas, um dos jornais move campanha pela permanência de Fiúza na Prefeitura. Como resultado imediato, em 16 de novembro, sob estrondosa aclamação da massa popular, lhe é entregue o título de Cidadão Petropolitano, um artifício populista que reproduz conseqüências desastrosas à nossa comunidade. A primeira delas, é a imposição de determinadas medidas pela interventoria fluminense, por intermédio de seu representante, Comandante Ary Parreiras, a Fiúza para que este reativasse os contratos da municipalidade com o Banco Construtor, e pagasse as dívidas que a Prefeitura tinha para com o mesmo.Os ânimos se exaltam, e as colunas dos jornais descarregam a sua fúria contra o interventor estadual, acusando-o de compromisso com os banqueiros. Em contraproposta, outro órgão alimentado pelas hostes do Partido Popular Radical, acusa Fiúza de sua preferência pela entrega dos serviços e o controle da CBEE, que já era mantenedora dos serviços de transportes de bondes no município, e para reforçar tal, citam como exemplo de exploração, os contratos assinados para exploração do Mercado Municipal e do Matadouro Municipal.&lt;br /&gt;DO PEDIDO DE DEMISSÃO AOS CONFLITOS&lt;br /&gt;Poucos dias após o comunicado, em 29 de dezembro, Fiúza torna-se demissionário e as festas de fim de ano não serão mais marcantes do que o pedido de demissão.A noticia se alastra, e no dia seguinte, domingo 30, desde a manha, corre a convocação ao comício que se realizaria na Praça D. Pedro, às 17 horas, com a participação de centenas [9] de populares. Este se realiza sob acalorado clima, com oradores inflamados que em seus discursos enaltecem o trabalho realizado pela administração.Na segunda-feira, véspera de ano novo, era o dia marcado para a posse do novo Prefeito, Sthephan Vanier, ex-secretário da Industria e Comercio do Estado do Rio de Janeiro, designado pelo interventor estadual. Em protesto, o comercio em geral não abriu suas portas, fábricas e oficinas também permaneceram paralisadas, ônibus e bondes trafegaram até determinada hora. Todas as atividades cessaram.Por volta das 13 horas, vários grupos se encaminharam à praça D. Pedro, e os oradores se pronunciam sobre os últimos acontecimentos. Comentam a aceitação por parte de Fiúza do cargo de Chefe das Estradas de Rodagem Federais, recém criado. Às 14 horas, já era imensa a massa popular, que não se concretizando os comícios, seguem para a Rua D. Pedro, onde residia o prefeito demissionário, não sem antes envolverem o monumento a D. Pedro II e os globos de iluminação locais em papel crepe e lhe afixarem um cartaz:“Para que não veja a desgraça de Petrópolis”Ato feito, o prefeito comparece à varanda de sua, casa tendo ao lado a comissão nomeada para busca-lo. Diversos oradores se sucedem, e até o próprio Fiúza se dirige à massa humana “pedindo a maior calma possível para que fossem evitadas quaisquer desordens”.Deixando a Praça, a massa humana sai em passeata pela cidade, por ambos lados da Avenida XV de Novembro, onde o povo na ocasião preconizava o fato de ser a Avenida Yêddo Fiúza, ato não concretizado, e realizaram o enterro simbólico do interventor estadual, Ary Parreira. Traziam um caixão e se dirigiram para a Estação com o intuito de recepcionar o novo prefeito. No trajeto ocorre o primeiro incidente entre o povo e os cavalarianos que escoltavam à margem, a marcha. Foi em frente ao prédio dos Correios &amp;amp; Telégrafos, que um soldado se irrita com as insinuações populares e saca a arma. Segundo versão de alguns populares, segundo declaração dos jornais, ele procurava alvejar um dos chefes do movimento, sendo impedido por um companheiro, e ambos são vaiados pelo povo. Outro jornal também acusava o sub-delegado, Aristides Flaeschen, “um comerciante falido”, de ofender o povo quando de sua passagem. Na Estação, ao tomarem conhecimento da não chegada do trem, retornaram à Prefeitura, segundo alguns jornais, “desrespeitando as ordens policiais”. Novos incidentes se sucedem, e populares mais exaltados, ou incitadores, não se sabe ao certo, atiravam pedras nos policiais, enquanto outro grupo ensaiava um movimento hostil contra a redação de um jornal.Às 16 horas, é noticiado que o novo prefeito após haver embarcado em um trem às 13.30 hs na estação de Barão de Mauá, ficaria na Raiz da Serra, pois o pessoal da Leopoldina se negara a transporta-lo até Petrópolis. Às 18 horas, ele subia a Rua João Pessoa de automóvel, dirigindo-se à Prefeitura, sendo que, momentos antes, para lá haviam se deslocado um pelotão de cavalarianos, guardas-civis e praças de infantaria. A posse transcorreu ao som incessante dos gritos vindos da massa humana, postada do lado externo do prédio, cujas palavras de ordem ecoavam, “... morra o governador...” – “... morra o interventor...”, além de constantes vivas dados a Fiúza.A pesar da inquietação o povo não se excedeu e os policiais se mantêm tolerantes. Alguns citam que realizada a posse, o novo Prefeito, amedrontado com a situação, retornou à capital. Porém às 20 horas, têm inicio os acontecimentos mais trágicos.Na confluência da Avenida XV de Novembro com a Rua General Osório, um grupo de populares tentava obstar a passagem de um bonde, expulsando seus passageiros e o motorneiro. A política tenta impedir a depredação, recebem ordens do sub-delegado para fazerem uso das armas, dando tiros para o alto, com o único objetivo de amedrontar a turma. Inesperadamente, dos sobrados da residência do Coronel João Duarte da Silveira, tabelião do município, inicia-se a fuzilaria contra o povo. Confusão correrias e gritos ao fim de poucos minutos de horror e estupefação havia ao chão quatro populares alvejados e um dos quais já morto, Domingos Gaspar. O povo refeito do susto e revoltado, não se intimidam e investem contra a casa do Tabelião, procurando arrombar-lhe a porta, enquanto novos tiros partiam de seu interior, pois agora, se tratava do “instinto de preservação!”, de quem se encontrava dentro da casa. Os feridos eram levados para a Farmácia Fluminense, nas proximidades, enquanto os mais graves eram conduzidos para o Hospital Santa Teresa. O tumulto se generaliza e a policia entra em cerrado tiroteio, ora atirando contra os sobrados e janelas das residências, ora a esmo. Quando tomba mais uma vitima fatal juntamente com outros feridos do grupo que se encontrava à porta do Teatro Capitólio. Deduzem que os tiros só poderiam ser disparados do ângulo em que se encontravam os policiais. Grupos de populares ainda continuaram a se arremeter contra a porta e conseguem retirar desta o dr. Samideano Duarte da Silveira, filho do Tabelião, puxando-o para a calçada e aplicando-lhe violenta surra, enquanto o delegado, dr. Toledo Pizza, procurava retira-lo das mãos dos populares e conduzi-lo à Delegacia. E impedido, os populares atiram o dr. Samideano ao rio, donde o mesmo é retirado mais tarde pelos bombeiros. Já eram 23 horas, quando se inicia o último tiroteio entre a policia e os ocupantes da casa. Com maior intensidade e obrigando os populares a se afastarem e se refugiarem. Havendo sido solicitada uma Companhia do 1o Batalhão de Caçadores para guarda da cidade, e com a fuga dos ocupantes da residência, normaliza-se a situação. Era meia-noite, “o ano chegara ao fim”.&lt;br /&gt;REPERCUSSÕES E CONSEQUÊNCIAS&lt;br /&gt;O saldo de vitimas deixado pelo conflito era de dois mortos e seis feridos graves. Os “criminosos” haviam se evadido, e corriam os boatos, para muitos infundados, de que estariam homiziados na casa do Coronel Antonio José Teixeira, em Pedro do Rio.As manchetes dos jornais do primeiro dia do ano eram contundentes. Falavam do protesto da população; da afronta ao “brio petropolitano”; da satisfação dos ódios pelo interventor e pelo Partido Popular Radical; eram citados, como responsáveis, e de conluio com a “quadrilha Caparaó”, como eram denominados os Duarte da Silveira.Os jornais cariocas dedicaram manchetes e colunas inteiras ao assunto – O Globo, Correio da Manhã, Diário de Noticias, A Pátria, O Avante, a Vanguarda, O Jornal e o Jornal do Brasil. O periódico A Noite, dedicara uma edição inteira e ilustrada [10]. A grande maioria tecia elogios ao caráter do povo petropolitano. Os matutinos, Diário Carioca e o Diário da Noite, se posicionaram contra. A repercussão chega a ser tão grande que ganha destaque nos jornais paulistas e interioranos. O interventor acusado, em comunicação à imprensa, pede a formação de um tribunal de honra. Os proprietários do Banco Construtor, aproveitando-se da confusão reinante, invadem e retomam as instalações do Banco, colocando um cabo de alta tensão em torno das usinas geradoras de sua propriedade. É organizada uma comissão intitulada PRÓ-DEFESA DE PETRÓPOLIS, que inicia contatos com o Secretário da Justiça do Estado, Dr. Ruy Buarque. Imensa massa popular comparece ao enterro das vitimas.No dia quatro, por ato, é retirada a nomeação de Vanier, sendo designado para o seu lugar o Capitão José de Carvalho Jr., coletor estadual em Petrópolis, e que toma posse no dia seis. no dia 10, torna-se nulo o único assinado por Vanier ( n. 493), que dava posse a várias pessoas estranhas ao conjunto municipal. Durante dias, semanas e meses, os fatos são discutidos. Os processos policiais se arrastam e na questão do Banco Constructor se processa lentamente.O Capitão José de Carvalho Jr. faz uma administração tampão calma, e se candidata a prefeito do município pelo Partido Popular Radical contra o próprio Yêddo Fiúza que sai em legenda - e é eleito – pelo Partido União Progressista, em 1936, retornando a Prefeitura.&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;Fontes Primárias&lt;br /&gt;- Impressos e coleções de jornais e revistas petropolitanas pertencentes a Hemeroteca Pública sediada na Biblioteca Municipal de Petrópolis;- Coleção de Leis e Decretos Municipais, Biblioteca Municipal de Petrópolis.&lt;br /&gt;Fontes Secundárias&lt;br /&gt;- CARONE, Edgard. A República Velha, Difel, São Paulo, 1974.&lt;br /&gt;Fontes Orais&lt;br /&gt;Depoimentos: Leopoldo Paladino, ex-membro integralista em Petrópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Ensaio publicado na primeira pagina do segundo caderno em 21 de janeiro de 1984[2] Tanto o recorte como o parágrafo inicial foram inseridos posteriormente à publicação.[3] Tais fatos ocorriam nas “fronteiras” da área urbana e industrial petropolitana com as áreas rurais, as de fazenda, presentes nos inúmeros distritos e limites com municípios fronteiriçoes de então. Segundo relatos presentes nos jornais da época. Muitos políticos petropolitanos  eram fazendeiros destas áreas, ou representantes destes. Não podemos nem mesmo eliminar os bacharéis. [4] A Constituição permitia a acumulação de cargos. [5] Quando da publicação do artigo na época, os títulos dos jornais não foram inseridos para que não se compromete-se a posição da Tribuna com os fatos pesquisados, já que se publicaria no mesmo jornal o ensaio. Quanto ao original, que continha aos mesmos, foi extraviado com a mudança de residência  do autor. [6] Neste ensaio, na época de sua publicação, não fiz indicação dos jornais da mesma época nas referencias citadas pois entre eles encontrava-se na oposição forte e critica à Fiúza, a Tribuna de Petrópolis, órgão que publicou o ensaio. Quanto aos rascunhos e originais do mesmo, perderam-se posteriormente na redação. [7] O que não se concretiza. [9] Na ensaio original publicado afirmamos dezenas, pois estas eram as informações dos jornais da época, porém ao examinarmos detidamente as fotos da época, constatamos que eram centenas de pessoas, e que os jornais enganaram-se, porém suas referencias eram as mesmas do delegado de policia na época.  Quanto as manifestações do dia seguinte chegaram a milhares, pois ocuparam não somente a praça D. Pedro, mas também a Avenida XV de Novembro, segundo também depoimentos. [10] Possuía uma agencia em Petrópolis com correspondente e fotografo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8919380944795393874-2257057023655443387?l=petropolisnoseculoxx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/2257057023655443387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8919380944795393874&amp;postID=2257057023655443387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/2257057023655443387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/2257057023655443387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/2010/01/o-prefeito-demissionario-e-os-conflitos.html' title='O PREFEITO DEMISSIONÁRIO E OS CONFLITOS DE RUA - 1934'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874.post-9117411369835285508</id><published>2010-01-16T15:49:00.000-08:00</published><updated>2010-01-16T15:50:10.265-08:00</updated><title type='text'>OS URBANISTAS</title><content type='html'>OS URBANISTAS: A HISTÓRIA LOCAL NO SÉCULO XX[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nosso último artigo (“Em tempos de rodoviária...” 21/12) registramos a histórica presença do famoso urbanista mundial do período entre-guerras, Alfred Agache.E a curiosidade histórica de alguns de nossos leitores sobre este momento da história petropolitana se aguçou a ponto de solicitar-nos algumas explicações.Em primeiro precisamos registrar que Petrópolis possui uma grandiosa história local, cujo registro é lento e corre risco de se perder.Não existem investimentos públicos nem privados para que se constitua um Arquivo Geral nos moldes do Rio de Janeiro, São Paulo ou das menores ou melhores cidades européias e norte-americanas.Durante algumas décadas não produzimos professores nem especialistas no setor por descaso administrativo, munícipe ou universitário. Até mesmo nossa educação historiográfica está prejudicada por excesso de pedagogismos “verborrágicos” e politiqueiros. O IHP (Instituto Histórico de Petrópolis) luta sozinho e bravamente, sem verbas ou investimentos para registro de suas pesquisas, sendo neste particular reduzido o grupo de pesquisadores com trabalhos efetivos que se encontra no mesmo, e que com galhardia procuram registrar em site próprio suas pesquisas, mesmo com criticas de acadêmicos teóricos e puristas.Quando se discute urbanismo no século XX em Petrópolis, os registros são ralos e esparsos, ou dominados por propostas “pseudo-modernistas” que ferem toda uma estrutura histórica que é a do Plano Koeller.Ao falar de Agache, me referi a uma proposta de adequação de preservação do sitio histórico ao desenvolvimento da área periférica que era defendido bravamente por grupos como o de Guilherme Eppinghaus e outros petropolitanos coerentes, que observavam a aberração política que nas décadas seguintes tornaria Petrópolis uma impossibilidade. Agache, antes de sua frustrante visita técnica à Petrópolis, desenvolveu junto com Attílio Lima, (primeiro brasileiro a apresentar tese no Institut d’Urbanisme de Paris) o Plano de Remodelação e Embelezamento do Rio de Janeiro (1929), e após a “frustrante” visita no ano de 1943, junto a empresa Coimbra &amp;amp; Cia. criou o Plano Agache, de Curitiba, considerado um dos primeiros planos de reurbanização do Brasil, que muito orgulha os curitibanos por incluir medidas de saneamento, definição de áreas para habitação, serviços e indústrias e reestruturação viária que é sua principal base de sustentação. Curitiba possuía nesta época 127 mil habitantes, ao passo que Petrópolis comportava pouco mais de 50 mil.Petrópolis não precisava de desenhos novos, mas de racionalidade de suas propostas de crescimento e ocupação, para que não comprometesse o projeto original de Koeller. O Dr. Mario Aloísio Cardoso de Miranda, então prefeito, observara este fato, pois contemporâneo do Embaixador Leitão da Cunha e de R. Haack, contemplava os registros fotográficos (Arquivo do Museu Imperial) de ambos do centro da cidade (muitos transformados em cartão postal) junto com Eppinghaus, e já notavam a invasão resultante do crescimento populacional o que conduzia a que elaborassem o que hoje existe em inúmeras cidades brasileiras e pode ser denominado como Plano Emergencial de Gestão das Cidades.Mas, a avalanche especulativa e financeira produziu ruinosos efeitos nas mãos de administradores municipais quem nem eram petropolitanos, mas sim interventores “estrangeiros” que se seguiram. Semelhante resultou na abertura de bairros sem planejamentos e ocupações desordenadas de centenas de loteamentos irregulares que foram oficializados por vereadores “papalvos”, como frisou posteriormente Silvio Júlio (em seu livro “cassado” nas livrarias), historiador pernambucano reverenciado no exterior como um dos maiores estudiosos de América Latina, que aqui residiu até sua morte combatendo os arbítrios em nossa cidade.Um olhar atento na atualidade observaria que qualquer mudança do eixo urbano, seria um crime praticado por três ângulos: contra o histórico, contra o sócio-econômico e contra o eco-sistema marginal da BR-040.Algo que não resultaria em produto benéfico à comunidade como frisam “defensores”, mas que históricamente pode qualificar-se como destrutivo, pois quando se trata de uma região serrana o que necessita ser contido é o crescimento populacional que por sua vez privilegia o histórico e continuo movimento imobiliário especulativo e politiqueiro.Não possuímos um “Lerner”, mas produzimos bons especialistas que podem e devem ser consultados. Alguns até trabalham na própria administração pública, sufocados.Quando mencionamos a foto do Embaixador Leitão da Cunha (Museu Imperial), uma destas retrata nos jardins do prédio da Câmara um passadiço com piso de azulejo que segundo muitos ex-funcionários antigos foram frutos de um projeto de Burle Marx quando recém formado (anos 30). E que talvez esteja “soterrado”. Uma boa proposta arqueológica para um trabalho que se verdadeiro, nem registro nacional possuí, e nossa sociedade se encarregou de sepultar. Por falar em sepultamento, na mesma época, anos 40, Cândido Portinari produziu duas pinturas sobre Petrópolis que se tornaram celebres a nível nacional por seu protesto político a condição especulativa imobiliária que atingia a cidade, uma destas inclusive foi capa de um guia telefônico da extinta TELERJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Publicado na Tribuna de Petrópolis, em 27/12/2005, p.2.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8919380944795393874-9117411369835285508?l=petropolisnoseculoxx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/9117411369835285508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8919380944795393874&amp;postID=9117411369835285508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/9117411369835285508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/9117411369835285508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/2010/01/os-urbanistas.html' title='OS URBANISTAS'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874.post-7235572343337687067</id><published>2010-01-16T15:45:00.001-08:00</published><updated>2010-01-16T15:45:58.434-08:00</updated><title type='text'>EM TEMPOS DE RODOVIÁRIA</title><content type='html'>EM TEMPOS DE RODOVIÁRIA...[1] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abrimos tanto nossos jornais como os da “capital”, nos deparamos com a questão da “nova rodoviária” E observamos que pontos tanto pró como contra são abordados.Sem sombra de dúvida levaríamos tempo avaliando sobre a decisão política ou mesmo técnica de sua construção. Mas constataríamos que o predomínio de escassas consultas sobre modelos urbanos prevaleceria sendo que se sobressairia o fato de que técnicos ou formações como as do IBAM (Instituto Brasileiro de Administração Municipal) são coisas do passado, diante da verticalização das decisões políticas do presente.Fatores essenciais que de há décadas foram sepultados na maioria das cidades brasileiras pelo imediatismo político e em alguns casos até mesmo eleitoreiro.Sabemos o quanto, em nosso caso, a discussão sobre a preservação do sitio histórico torna-se questão cotidiana, principalmente em época de receita turística. Também sabemos o quanto a desordem demográfica e a consequente especulação imobiliária tornou o primeiro distrito de Petrópolis um sitio “mexicano”.Foram retiradas várias linhas de ônibus inter-municipais, porém permanecem carretas, caminhões de tonelagens míticas, sem falar nos rendosos estacionamentos públicos ou particulares.Por diversas épocas a discussão sobre a preservação da “urb petropolitana” se fez presente nas inúmeras administrações. Sendo que sempre prevaleceram as decisões de caráter político e não técnico.Lá se vão, perdidos na década de 20, os urbanistas à européia que plantaram magníficas magnólias que por décadas transformaram-se em elogio para Burle Marx e outros paisagistas nacionais.A realidade é que ao final de década de 30 e início da de 40, a propensão ao modismo “modernista”, de base norte-americana, principalmente o de resultado especulativo financeiro conduziu a uma enxurrada de “espigões” que quase destruíram o sítio e venceram a firme deliberação do Dr. Mario Aloísio Cardoso de Miranda, prefeito, que havia proibido a construção de “arranha-céus”.Cardoso de Miranda para se contrapor as pressões que eram diversas, convidou (25-01-41) para vir a Petrópolis o professor Alfred Agache, famoso urbanista francês e mundial do período, do Institut d’Urbanisme de L’Université de Paris, maior escola de urbanismo do mundo (1924), que afirmou, segundo os jornais petropolitanos que Petrópolis era uma “obra de arte. Declarou que em sua carreira não tivera em suas mãos cidade de tantas possibilidades para um trabalho perfeito e que poderia se colocar como a mais bela cidade do Brasil, senão do universo”Mas o projeto não seguiu adiante.Cardoso de Miranda chegou a permitir a construção de edifícios na recém criada XVI de Março, e outros periféricos, sinal de que as pressões eram muito fortes, o que o levou a demitir Guilherme Eppinghaus visto pelos modernistas como o grande entrave as construções na Rua do Imperador.Superiores pressões “pseudo-modernistas” levaram a exoneração de Miranda pelo então interventor fluminense, Amaral Peixoto, genro de Vargas, que constantemente veraneavam em Petrópolis é eram seduzidos pelos grupos opositores.Era o limiar de administrações que afirmavam que transformariam radicalmente o “modus vivendis“ tanto da classe média como da classe pobre petropolitana e que de forma populista trouxeram o “caos nosso de cada dia”.Os loteamentos autorizados em encostas, que trouxeram desastres e inúmeras vitímas, e tornaram-se realidade histórica nas décadas seguintes.Os altos edifícios da Rua do Imperador, e suas “gaiolas” que seguiam os padrões tanto do modismo paulista como do carioca da Era Martinelli ou da Noite, e que em nossa cidade se perpetuaram por várias administrações e interesses.Em nosso caso foram autorizados em “cascata” (dez edifícios) na administração de Flavio Castrioto (27-01-1946), assim como outros tantos na de Marcio de Mello Franco.F. Koeler planejara uma “urb”, única no mundo no século XIX, para que esta chegasse em futuro ao máximo de cem mil habitantes bem distribuídos, mas não para um “boom” de trezentos mil, que é um resultado da política migratória e de legalização de encostas sob a forma de “bairros”.Quanto ao famoso plano da Rua do Imperador, há muito que a discussão sobre a sua dimensão urbana se faz presente, com a questão dos trilhos dos bondes, dos lotações, e de sua estratégica estação ferroviária.A ligação com o Rio nos anos 30, por moderna frota de ônibus trouxe por necessidade para a área externa da estação ferroviária a extensão de uma cobertura que se transformou na Rodoviária de Petrópolis destinada a receber os ônibus da UTIL, e posteriormente os de D. de Caxias entre outros.Ao final da década de 30 a renovação urbana de Petrópolis se processava em substituição aos bondes e aos antigos lotações sucessores das “caranguejolas” que produzidas em Petrópolis com carrocerias alemães (Bade),eram inclusive comercializadas no Rio aos condutores lusitanos, ex-motorneiros, que abandonavam os bondes para se aventurar como empresários de linhas para os bairros próximos ao centro.Em Petrópolis, João Varanda, que com sua magnífica oficina e posto de gasolina no histórico prédio, atual estacionamento do ABC, na Paulo Barbosa, vislumbrou também os transportes urbanos em Petrópolis e criou a “Rodoviária Sul Petrópolis”, empresa moderna que a principio contou com seis linhas substituindo os pontos finais de bondes e outros, mas que deu inicio a uma verdadeira cruzada  para os bairros acompanhando o crescimento populacional atrelado às industrias e ao movimento de veraneio provocado pelo fator Cassino Quitandinha (1944), e seguido processo migratório.Para resolver o problema das carrocerias, Varanda concebeu a JEOVA, empresa que produziu carrocerias para todo o Rio de Janeiro. Sendo seguido por Kreischer e outros pequenos empresários.Varanda inclusive subsidiou a construção do primeiro abrigo de ônibus urbano de Petrópolis considerado por muitos nos anos 50 e 60 como a Rodoviária Urbana de Petrópolis, o abrigo Prefeito Oscar Weinchenck (1946), hoje ameaçado por um “mega” efeito imobiliário que ensaia seus primeiros passos para continuar a “emparedar” a região.Como constatamos a descaracterização é lenta e corrosiva, até pensou-se na “disposição” da rodoviária que é um ato, mas na mudança do “eixo” sócio-urbano, cujos transtornos econômicos e sociais seriam críticos? Nunca!Observamos que na verdade Petrópolis necessita ser discutida tecnicamente em seus detalhes urbanísticos e não imposta. Isto, antes que nada mais reste ao seu ente social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Publicado na Tribuna de Petrópolis em 21-12-2005, p.2.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8919380944795393874-7235572343337687067?l=petropolisnoseculoxx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/7235572343337687067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8919380944795393874&amp;postID=7235572343337687067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/7235572343337687067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/7235572343337687067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/2010/01/em-tempos-de-rodoviaria.html' title='EM TEMPOS DE RODOVIÁRIA'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874.post-5977033951767144832</id><published>2010-01-16T15:06:00.000-08:00</published><updated>2010-01-16T15:16:24.838-08:00</updated><title type='text'>MATADOURO &amp; MATANÇA DE GADO EM PETRÓPOLIS</title><content type='html'>&lt;p&gt;MATADOURO &amp;amp; MATANÇA DE GADO EM PETRÓPOLISMATADOURO &amp;amp; MATANÇA DE GADO EM PETRÓPOLIS[1] &amp;amp;[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oazinguito Ferreira da Silveira Filho, professor e pesquisador, licenciado em História pela UCP e pós-graduado em História do Século XX pela UCAM – oazinguitoferreira@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Segundo relatório do prefeito Yêddo Fiúza, de 1932, o número de cabeças abatidas por ano no Matadouro modelo criado em 1928, aumentara para 12.449, possibilitando ao município uma receita da ordem de 94:653$000 réis.”&lt;br /&gt;(in, Silveira Filho, Oazinguito Ferreira, Matadouro &amp;amp; Matança de Gado em Petrópolis – 1920/1981, Tribuna de Petrópolis,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10/11/1984)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da “matança de gado” em Petrópolis, confundem-se com a história muitas vezes polêmica, do matadouro petropolitano. Quando falamos em “matadouro” não nos referimos somente ao estabelecimento oficial, imponente estrutura arquitetônica situadas na Rua Barão do Rio Branco, extinto Quarteirão Westphalia em 1928, onde atualmente se encontra abrigado o Liceu Carlos Chagas[3], mas também aos “matadouros” oficiais e não oficiais que ela e a extinta Rua Dom Afonso outrora possuíram, bem como os de particulares. É obvio que destes se destaca de empreitada oficial, realizada no município provavelmente desde 1856.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORIGENS DO ABATE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população da Petrópolis – colônia, realizava seu corte de gado desde 1843 em um largo situado à Rua Dom Afonso, atualmente denominada  avenida Koeller[4]. &lt;br /&gt;Porém como paso-a-paso a colônia crescia desenvolvendo-se em ritmo acelerado, fica evidente o consumismo de carne-verde[5] que se processava. Além disso, a matança não ficou restrita à praça publica, deslocando-se também para os quintais de algumas residências particulares, ou fundos de açougues e salsicharias, caracterizando o que podemos denominar como “matadouros &lt;br /&gt;domésticos”, e o que constantemente criava transtornos e reclamações por parte das residências vizinhas. &lt;br /&gt;Sabe-se, segundo informações de Antonio Machado[6], que ergueu-se na Rua Dom Afonso, um alpendre destinado a abrigar tal processo e que funcionou até 1857.&lt;br /&gt;Esta preocupação para com a legalização e centralização tanto do abate, assim como do corte e venda do produto em Petrópolis, assume tal magnitude que se torna uma problemática oficial. &lt;br /&gt;Em relatório de 1858, o então diretor da Imperial Colônia de Petrópolis, Capitão de Engenharia José Maria Jacinto Rebelo, observa, segundo suas estatísticas, que os colonos já contavam chegava a casa 1.330 cabeças. Efetuando ele conseqüentemente a compra do terreno na Westphalia para construção de estrutura destinada ao mesmo e despendendo para este fim a quantia de 6.000$000 réis. No mesmo documento o Diretor trata de submeter projeto de sua autoria ao Presidente da Província para edificação do prédio do Matadouro. Não podemos informar o resultado do processo, e se este se concretizou, em virtude da falta de dados.   &lt;br /&gt;Por algumas estatísticas da época, sabe-se que em 1860 Petrópolis já contava com três açougues e salsicharias, todos situados à Rua do Imperador e em 1854 acrescentam-se mais uma casa (três dos proprietários eram de nacionalidade francesa). Este volume comercial indica uma significativa exploração do comércio de carne-verde, o que justificaria, portanto o aparecimento em 1858 do Açougue Publico no n. 5 da mesma rua.&lt;br /&gt;Construído o matadouro, provavelmente entre 1855 e 1857, o mesmo é administrado pela Câmara Municipal da Estrela (Requerimentos encaminhados à Câmara Municipal de Petrópolis, em 1859), passando posteriormente à administração da Câmara Municipal de Petrópolis, com a sua criação de 1859.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MATADOURO NA WESTPHALIA E AS FRUSTADAS TENTATIVAS DE TRANSFERÊNCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos observar em uma rápida analise de suas origens a preocupação oficial de regularizar a iniciativa, levou o município a empresaria-lo, impedindo o acesso de particulares. Já que segundo aos olhos dos vereadores de então a atividade era muito lucrativa para que o município não participasse do empreendimento. &lt;br /&gt;Porém essa municipalização tinha o propósito “oficial” de coibir os abusos da iniciativa privada no que concerne a exploração “avilssareira”, como era mencionado na época,  com o produto e buscando também alegar o respeito à postura publica, ao mesmo tempo em que controlava também o problema sanitário aliado ao mesmo.  &lt;br /&gt;Porém,  mesmo com instalações consideradas adequadas para época e local satisfatório, a cidade evoluía, seu núcleo urbano, tornando-se a região ocupada pelo  Matadouro mais importante zona residencial da cidade. Advindo conseqüentemente uma onda generalizada de protestos, os quais alegavam inúmeros motivos tais como: mau cheiro, urubus, poeira pela constante passagem do gado, interrupção do transporte, e outros mais. Por estes, a comunidade em diversas épocas expressou o seu descontentamento, chegando a dirigir requerimentos com dezenas de assinaturas à Câmara Municipal. Este conflito chegou inclusive a ganhar as colunas dos jornais de então, gerando debates.                      &lt;br /&gt;Por tais protestos, estudou-se por várias ocasiões a transferência do mesmo, sendo que os momentos em que mais chamaram a atenção pela seriedade em que eram abordados, foram o da década de 70 de Egallon &amp;amp; Sampaio, concessionário do Matadouro Municipal para a Fazenda de Olaria em Corrêas, e posteriormente em 1987 com a compra das terras pertencentes ao Visconde de Cruz Alta, nas várzeas dos Rios Mortos e Piabanha, pela Câmara Municipal, mas que não chega a concretizar-se. &lt;br /&gt;A Câmara Municipal após haver normalizado a questão do Matadouro na década de 60, deu inicio a uma rígida fiscalização para verificar a obediência ao código de posturas, para tanto, inúmeros estabelecimentos e residências são advertidos ou mesmo autuados, este trabalho contava com auxilio do serviço de saúde do município nos casos de epidemias.&lt;br /&gt;As pesquisas também nos conduzem a observar as diversas propostas que a partir da década de 60 a Câmara Municipal recebe de arrematação do Imposto Municipal sobre o abate no Matadouro, e que nos apresentam operações altamente lucrativas que excediam a casa dos 1:000.000$000 réis, e eram abertas a particulares capitalistas, muitas vezes sob a forma de &lt;br /&gt;concorrência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSERTOS E EPIDEMIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notamos também nos inúmeros processos em andamento na Câmara que seguem de 70 a 90, alguns pedidos de consertos de portões, construção de anexos que fazem os administradores, o que nos conduz a dedução de que a antiga construção se manteve a mesma por mais de 50 anos, com somente alguns consertos necessários, mas sem reformas profundas.  &lt;br /&gt;Outro ponto comum que podemos identificar é o de que o Matadouro Municipal se transforma no domínio dos marchantes ao final do século, e que estes influenciam politicamente os interesses do mesmo. &lt;br /&gt;Constatamos também que foram inúmeras as epidemias que afetavam o fornecimento do Matadouro Municipal, já que desde 70 a criação da cidade não era suficiente para o consumo. Porém, nunca ocorrera uma epidemia que sacrificasse o funcionamento do estabelecimento, a não ser em 1894, quando uma quarentena obriga. “Consta-nos que a bordo do Potosi estão 450 reses destinadas a esta cidade, e que o paquete tem de ir purgar quarentena de oito dias na Ilha Grande.[7]”&lt;br /&gt;Em virtude do problema os preços da “carne verde” no município subiram desordenadamente o que obrigou a Câmara a fixar tabela ao comércio do mesmo com ampla fiscalização nos estabelecimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAIOR RECEITA DO MUNICÍPIO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O subtítulo muito espantaria os estudiosos de historia econômica municipal, mas segundo vários mapas demonstrativos sobre Receitas e Despesas presentes na documentação da Câmara Municipal, principalmente nos períodos que seguem de 1900 a 1920, chega-se à conclusão que após a arrecadação com os impostos prediais e territoriais, a segunda maior receita do município &lt;br /&gt;advinha dos serviços prestados no Matadouro Municipal, por intermédio dos impostos de Talho de Gado e o de Couro, Sebo &amp;amp; Chifres. Fato que evidencia de sobremaneira a importância que a atividade obteve na região, e que nos leva a observar a importância social e política que criadores e marchantes neste período possuíam no município. &lt;br /&gt;Após várias décadas se bons serviços seria natural que o antigo prédio do Matadouro passasse por obras de recuperação, para tanto o artista João Muzzell, em 1889, realiza proposta para as obras de remodelação do mesmo, que seriam realizadas pela quantia de 3:640$000 réis e incluiriam troca de todos os sarrilhos nos lugares determinados, um “coberto”[8] de vinte metros de comprimento e seis e meio de largura, mais outros dois cobertos com quinze de comprimento e sete de largura, e um com cinqüenta e dois metros totalmente em madeira de lei, além de uma casinha de ferro. A proposta foi aceita pela Câmara Municipal e a obra conseqüentemente realizada. Porém a obra de vulto mesmo se realizaria em 1922, consagrada a importância econômica da atividade para o município[9], e seria realizada com o advento da Prefeitura Municipal, com a realização de um novo e moderno matadouro para a cidade, com estrutura arquitetônica[10]. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros de registros do Matadouro Municipal, Arquivo Histórico Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas e Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Adaptado do ensaio sobre a história do matadouro em Petrópolis, “Matadouro &amp;amp;&lt;br /&gt;matança de gado, 1843 a 1920 em Petrópolis”, Tribuna de Petrópolis, primeira&lt;br /&gt;parte publicada em 02/11/1984 e a segunda em 10/11/1984.&lt;br /&gt;Como tratava-se  à época de um artigo, mais que um ensaio, o que mais se&lt;br /&gt;destacava na publicação foram as fotos históricas passadas junto com o pequeno&lt;br /&gt;arquivo do matadouro e utilizadas na publicação, que hoje deverão estar&lt;br /&gt;depositadas no Arquivo Histórico Municipal&lt;br /&gt;[2] As referências aqui encontradas foram adicionadas posteriormente a&lt;br /&gt;publicação do artigo-ensaio.&lt;br /&gt;[3] Escola da rede municipal que sepultou o projeto inicial do segundo governo&lt;br /&gt;Paulo Gratacós de um palácio de cultura com um teatro de “bolso” idealizado pelo&lt;br /&gt;artista plástico Raul Lopes&lt;br /&gt;[4] aproximadamente onde hoje situa-se a Catedral de Petrópolis, observação de&lt;br /&gt;Guilherme Eppinghaus na época da publicação do artigo fora consultado.&lt;br /&gt;[5] como era comumente denominada a carne-fresca, de gado recentemente abatido&lt;br /&gt;[6] in, Trabalhos da Comissão do Centenário de Petrópolis&lt;br /&gt;[7] in, Gazeta de Petrópolis, 19/12/1894.&lt;br /&gt;[8] Para abrigar o gado. Tais cobertos situavam-se onde hoje se localiza o Corpo&lt;br /&gt;de Bombeiros e Defesa Civil e área da Condep.&lt;br /&gt;[9] Não deve ser esquecida também a importância das questões sanitárias em&lt;br /&gt;Petrópolis que tomaram vulto a partir da presença de Oswaldo Cruz e Cardoso&lt;br /&gt;Fontes, e que se acentuaram com o serviço municipal de saúde respaldado nos&lt;br /&gt;trabalhos da Inspetoria de Saúde principalmente a partir da epidemia de&lt;br /&gt;espanhola.&lt;br /&gt;[10] O Matadouro Modelo foi proposta de Meanda Curty &amp;amp; Cia., tornando o mesmo o&lt;br /&gt;segundo do Estado em modernização de suas instalações bem como o terceiro do&lt;br /&gt;país para a época.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8919380944795393874-5977033951767144832?l=petropolisnoseculoxx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/5977033951767144832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8919380944795393874&amp;postID=5977033951767144832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/5977033951767144832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/5977033951767144832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/2010/01/matadouro-matanca-de-gado-em-petropolis.html' title='MATADOURO &amp; MATANÇA DE GADO EM PETRÓPOLIS'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874.post-3207014154037306838</id><published>2010-01-14T04:55:00.001-08:00</published><updated>2010-01-14T04:57:11.772-08:00</updated><title type='text'>MEMÓRIA PETROPOLITANA PELOS GUIAS E PELA CARTOFILIA</title><content type='html'>Memória Petropolitana pelos Guias e pela Cartofilia&lt;br /&gt;publicado pela Tribuna de Petrópolis, em 05-08-2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O movimento das cidades foi tema dos fotógrafos desde o início da história da fotografia. Contudo o surgimento do cartão-postal, em fins do século XIX, faz da cidade o&lt;br /&gt;seu tema principal. As novas edificações, prédios públicos e privados, jardins, praças, ruas&lt;br /&gt;e avenidas das “cidades modernas” foram temas privilegiados pelos fotógrafos em muitos países.”&lt;br /&gt;(Lôbo, Mauricio Nunes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H&lt;br /&gt;á mais de década tenho procurado reavaliar os instrumentos de pesquisas objetivando reavaliar minhas investigações sobre a história local, processo que se acentuou com a leitura dos texto de Carl Schorske, (Schorske, 1979) e evoluiu ao final dos anos 90 com os extratos de Peter Burke (Burke, 1985), sobre especificidades da história cultural.&lt;br /&gt;Passei a coletar dados sobre curiosidades e materiais diversificados, principalmente sobre a imprensa e fotos diversas sobre eventos ocorridos na cidade os quais até mesmo a própria imprensa não noticiara.&lt;br /&gt;Porém, o perfil de avaliação dos procedimentos de pesquisa segundo a metodologia da Nova História Cultural e sua aplicação no que tange ao contexto da história local tornou-se uma resposta aos novos desafios historiográficos aos quais meus ensaios se integravam, uma nova discussão do cultural presente em uma cidade que segundo Burke poderia "...sugerir ênfase em mentalidades, suposições e sentimentos".&lt;br /&gt;No campo das representações, uma de suas faces interpretativas, a NHC me atraiu para as formas como se apresentava Petrópolis para viajantes e/ou visitantes nas primeiras décadas do século XX.&lt;br /&gt;Em 1983, no Arquivo Municipal, havia me detido para avaliar a infinidade de “guias” que representavam a cidade. Um verdadeiro modismo das primeiras décadas do século XX, onde cada guia esmerava-se em produzir o mais completo roteiro da cidade. Era o espírito da ‘belle époque’ que alimentava as representações e conduziam ao pleno imaginário. De apresentação gráfica soberba para a época, estes guias apresentavam uma cidade paradisíaca, de beleza estonteante na serra, descrevendo a cidade como o mais belo encrave europeu das serras brasileiras.&lt;br /&gt;Os serviços apresentados nos guias eram os que fixavam o centro da cidade como uma vitrine, uma "mercadoria", para viajantes extasiados na época. Não devemos negar que na realidade criava-se uma representação distorcida do que era verdadeiramente a própria cidade. No contexto geral, uma cidade operária, pobre, com uma população periférica astronômica para a época, se comparada ao do próprio sítio histórico da cidade.&lt;br /&gt;O famoso guia de 1916, desenvolvia-se como um produto de marketing da Empresa ALEX na época, enaltecendo setores e serviços, pondo em relevo comerciantes e autoridades da cidade, hotéis e restaurantes, monumentos e ruas, políticos e famílias bem situadas no cenário social da comunidade, assim como anúncios das principais lojas de costumes.&lt;br /&gt;Mas, quanto ao povo? &lt;br /&gt;Este desaparecera do guia!&lt;br /&gt;Na última década do século este modismo da ‘belle époque’ implantado na cidade pelos veranistas e por sua elite com hábitos franceses, conduziu inclusive a publicação de um guia especificamente para ciclistas. Extremamente sofisticado, este talvez fosse o único guia do país no gênero, pois se aproveitava do ambiente da cidade com distinção para o imaginário europeu. Incluía caracteristicamente distância entre determinadas regiões, condições das estradas e ruas, pontos para uma eventual parada, abastecimento de líquidos e fontes, paisagens exuberantes, etc.&lt;br /&gt;Este mesmo imaginário, oferecido pelos guias em uma bandeja para viajantes, visitantes e veranistas, reproduziu-se ainda no decorrer do século e de forma bastante sedutora e peculiar, com a cartofilia.&lt;br /&gt;Segundo Antonio Miranda (Miranda, 1985), o cartão-postal, possuiu sua origem na segunda metade do século XIX, possivelmente na Alemanha, objetivando simplificar a correspondência pelo Correio, o que passou a ser adotado oficialmente pelo Correio da Áustria no decorrer de 1869. Encarado como uma solução barata e eficaz para o envio de mensagens breves e rápidas e, por conseqüência, aumentar o tráfego postal, gerando um lucro maior para o serviço de correios local.&lt;br /&gt;No Brasil, Miranda aponta que por decreto-lei em 1880, o Ministro Manuel Buarque de Macedo, oficializa o que já havia apontado à D. Pedro, como alterações para o uso dos bilhetes-postais, segundo o exemplo francês.&lt;br /&gt;Após ser adotado como um procedimento oficial, vários países em fins do século XIX começaram a autorizar as indústrias particulares a imprimirem alternativamente cartões-postais para circularem pelos correios depois de apostos selos, o que justificava o pagamento, o comércio da operação. &lt;br /&gt;O apelo visual e a diversidade de gravuras em preto e branco e/ou colorizada (um magenta) despertaram o interesse, mania, em guardar os cartões-postais que recordavam viagens, ou eram recebidos por amigos, além daqueles obtidos por compra ou troca. Tornou-se um hábito, ocupação, um passatempo de colecionador.&lt;br /&gt;Em 1901, Castro Moura introduziu o cartão-postal no Brasil, aparecendo depois o cartão-postal ilustrado e um dos seus precursores foi o fotógrafo Marc Ferrez, que os mandou imprimir na Suíça. &lt;br /&gt;Grandes fotógrafos brasileiros produziram cartões-postais. Muitos outros, ilustradores, tipógrafos, famosos ou obscuros, célebres ou anônimos, revelaram a arquitetura, a moda, os transportes, os estilos artísticos, o folclore, a religião e toda a cultura brasileira, a exemplo do que acontecia em todo o mundo.&lt;br /&gt;Petrópolis tornou-se fonte de representação por postais no inicio do século XX, não os tradicionais preto-branco, mas os colorizados artesanalmente de autoria desconhecida. &lt;br /&gt;Klumb, famoso fotografo da Casa Imperial, assim como Hees no inicio do século XX, não produziram postais, mas fotos destes sobre Petrópolis, foram transformadas em postais sem sua autorização, principalmente as imagens panorâmicas.&lt;br /&gt;Assim como, algumas fotos de Malta foram reproduzidas também como postais.&lt;br /&gt;Podemos frisar que foi longa a relação de fotógrafos e editores espalhados pelo Brasil que se dedicaram à feitura de “bilhetes-postais”, como eram chamados à época, podendo-se destacar no Rio de Janeiro, além “Marc Ferrez &amp; Filhos”, Augusto Malta, Horácio Garcia, J. Costa, M. Orosco, N. Viggiani, A. Ribeiro, C. Moura, Casa Staffa, Malta e Leon de Rennes.&lt;br /&gt;Já dos anos 20 aos 60, foram inúmeros os editores e fotógrafos que registraram Petrópolis por suas lentes tendo por cenário, áreas tradicionais, ou algumas poucas reveladoras.&lt;br /&gt;Entre os identificados encontramos presente, a Colombo (Aldo), Stepan, Conrado Wessel, D.K., L.B., P.E. e N. Nietzsch.&lt;br /&gt;“Stepan” realizou uma série de fotos sobre pontos turísticos de Petrópolis que se superam em sua produção nos anos 30. &lt;br /&gt;Colombo por sua vez, retratou nos anos 40 o Hotel Quitandinha com todos os seus ambientes e ainda produziu algumas imagens turísticas de Petrópolis.&lt;br /&gt;Existe uma possibilidade histórica de que R. Haack, ao fotografar a cidade nos anos 30 e 40, os reproduzisse e comercializasse como postais, ou mesmo produzisse fotos para editoras de cartão-postal, já que a ótica era à época um ambiente adequado para semelhante processo, pois importava material de qualidade para profissionais e suas fotos possuíam caracteristicamente a autoria e o nome da região fotografada. Neste caso, Petrópolis. Fato este que se comprova com as fotos da estrada Rio-Petrópolis.&lt;br /&gt;A cidade realmente era um imaginário que seguia muito além do exposto nos postais, uma vitrine histórico-urbana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Burke, Peter. O Que É História Cultural?, 1985;&lt;br /&gt;_________. Uma História Social do Conhecimento, 1983;&lt;br /&gt;Miranda, Antonio. O Que é Cartofilia, Editora Thesaurus, Brasília, 1985;&lt;br /&gt;Schorske, Carl E. Viena fin-de-sciècle: política e cultura, Cia das Letras/Ed. Unicamp, 1988&lt;br /&gt;Lôbo, Mauricio Nunes, Os Cartões Postais Produzidos na Cidade de Santos (1901-1920), UNICAMP, 2002.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8919380944795393874-3207014154037306838?l=petropolisnoseculoxx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/3207014154037306838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8919380944795393874&amp;postID=3207014154037306838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/3207014154037306838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/3207014154037306838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/2010/01/memoria-petropolitana-pelos-guias-e.html' title='MEMÓRIA PETROPOLITANA PELOS GUIAS E PELA CARTOFILIA'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874.post-3585009301122273269</id><published>2009-08-20T17:50:00.000-07:00</published><updated>2010-01-16T14:41:05.804-08:00</updated><title type='text'>A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA DE UMA CIDADE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://petropolisnoseculoxx.zip.net/"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Petropolisnoseculoxx.zip.net&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; é um blog que possuí a função de relatar a História Recente, imediata, de uma cidade fluminense, cujas origens se apresentam no século XIX, como uma proposta da Corte por uma cidade de veraneio, mas cuja maioridade histórica se processou no século XX como uma cidade da belle-époque que escondia uma alma operária.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8919380944795393874-3585009301122273269?l=petropolisnoseculoxx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/3585009301122273269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8919380944795393874&amp;postID=3585009301122273269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/3585009301122273269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/3585009301122273269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/2009/08/importancia-da-historia-de-uma-cidade.html' title='A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA DE UMA CIDADE'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8919380944795393874.post-6767130883693392413</id><published>2008-07-29T10:25:00.000-07:00</published><updated>2010-01-16T14:39:27.395-08:00</updated><title type='text'>O QUE É "PETROPOLISNOSECULOXX.BLOGSPOT.COM"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SI9T7kyJuzI/AAAAAAAAAF8/pNNFmMPs5hY/s1600-h/saopedropb.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228489975351851826" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SI9T7kyJuzI/AAAAAAAAAF8/pNNFmMPs5hY/s320/saopedropb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;petropolisnoseculoxx.blogspot.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;é uma extensão de &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;a href="http://petropolisnoseculoxx.zip.net/"&gt;petropolisnoseculoxx.zip.net&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Neste blog reuniremos as publicações de ensaios e pesquisas que foram produzidas pela imprensa local e serão postados perfazendo um arquivo que estará disponível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8919380944795393874-6767130883693392413?l=petropolisnoseculoxx.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/feeds/6767130883693392413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8919380944795393874&amp;postID=6767130883693392413' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/6767130883693392413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8919380944795393874/posts/default/6767130883693392413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://petropolisnoseculoxx.blogspot.com/2008/07/visite-petrpolis-no-sculo-xx.html' title='O QUE É &quot;PETROPOLISNOSECULOXX.BLOGSPOT.COM&quot;'/><author><name>Oazinguito Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12162549598323786705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SYBX9XT_43I/AAAAAAAAANI/tou0GlcKlgA/S220/4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ZbqfMq0IVC0/SI9T7kyJuzI/AAAAAAAAAF8/pNNFmMPs5hY/s72-c/saopedropb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
